Segunda, 06 de julho de 2026, 12:06h
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Nesta terça-feira (13), um mês após a audiência pública que discutiu soluções referentes à reforma do ginásio de esportes de Morro Redondo e sobre a obra inacabada do Colégio Bonfim, foi apresentado pelo coordenador da 5ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Círio Almeida, na Câmara de Vereadores, o parecer dos dois casos ao prefeito, vice-prefeito e vereadores. O coordenador disse ter buscado junto ao Estado os dados dos dois processos, que apesar de distintos possuem semelhanças no rito administrativo.
Com relação ao ginásio, o coordenador apontou que há vários processos que tratam da reforma deste espaço: um concluído e outros encaminhados. “Por isso precisamos descobrir o que consta em cada processo, e se esses objetos foram contratados, pagos e executados anteriormente. Assim poderemos dar um parecer para resolver esta situação”. Na visão de Almeida, o ginásio necessita de obras, e isto será comunicado à Secretaria de Obras do Estado para que a mesma faça uma analise do ginásio, e se encaminhe o mais breve possível o processo de reforma do espaço.
“O que adiantamos sobre os dois casos é que nenhuma obra poderá ser feita agora. Não se tem previsão de quando poderemos executar as obras e que ambos os casos dependem exclusivamente da analise jurídica”, disse o secretário, que ainda agradeceu à prefeitura por arcar com os custos plano de prevenção contra incêndios no ginásio. Sobre o mesmo plano de prevenção contra incêndios no Colégio Bonfim, Almeida afirmou que das 127 escolas de incumbência da coordenadoria, apenas dez estão sendo contempladas com um recurso de R$ 15 mil para este fim. “As escolas que estão em situação mais crítica são contempladas e, neste momento, o colégio de Morro Redondo não se adéqua, mas deverá ser beneficiado em breve, dependendo da liberação pelo Estado”, disse.
Os problemas no Bonfim
As salas inconclusas ao lado do Colégio Bonfim tiveram origem em 2000. “Consta ainda um processo de uma parte da obra concluída, estando na dependência de análise jurídica que definirá a continuidade da obra ou não”, disse. Almeida ainda citou que irá analisar a necessidade de se ter mais salas de aula devido à demanda. “Encontrando razões, a coordenadoria reabrirá o processo para conclusão desta obra”, afirmou.
Sobre o acesso dos alunos com necessidades especiais ao Colégio Bonfim, visto que a escola não possui portas e banheiros adaptados, além de ter muitas escadas, o secretário disse que atualmente o colégio não possui alunos cadeirantes. “O que o Estado está fazendo desde 2011 sobre este caso [a acessibilidade] é analisar todos os anos a necessidade das escolas através do Plano de Necessidades”, disse, acrescentando que 12 escolas da região encaminharam projetos relativos à acessibilidade. “Havendo a necessidade de adaptação de uma escola para estes alunos, são realizadas imediatamente as obras”, afirmou.
Com relação à falta de um bibliotecário na escola - que possui uma biblioteca vasta de livros, revistas e jornais, mas que na maioria dos horários esta fechada – Almeida disse que não se tem o contrato para o cargo de bibliotecário na Secretaria Estadual de Educação. “O Rio Grande do Sul possui faculdades para este cargo em Rio Grande e Porto Alegre, assim tentamos criar a vaga neste ano através de concurso público, mas não conseguimos êxito na publicação do edital. O que estamos fazendo é o deslocamento de professores que estão readaptados, ou seja, reclassificados para atuar em outras atividades e utilizando aulas vagas de professores das escolas”, concluiu.
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