Segunda, 06 de julho de 2026, 07:52h
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Um projeto que começou na Câmara dos Deputados, foi para o Senado e que acabará por extinguir as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes), está tirando o sono de pais e profissionais que atuam diretamente nas entidades em todo o Brasil. A situação foi evidenciada devido a modificação feita no texto do projeto, pelo líder do governo no Senado, José Pimentel, resultando no corte do repasse das verbas governamentais para a entidade a partir 2016.
O objetivo da alteração no projeto é inserir os alunos portadores de necessidades especais - hoje amparados nas Apaes - nas redes do ensino público. Na visão do governo, a ausência da inserção de pessoas com necessidades especiais no convívio escolar ‘comum’ é também uma forma de exclusão.
Em Piratini, a presidente da Apae local, Cátia Ulguim falou sobre a situação durante o programa a “Notícia em Detalhe”, da Rádio Nativa. Ao ser entrevistada por Francisco Luçardo, Cátia rebateu a posição governista de exclusão. “Somos uma entidade que antes mesmo de se falar em inclusão já a realizava. Fomos os primeiros a ter a preocupação de incluir, e conosco elas [as crianças com necessidades especiais] realmente são assistidas e integradas, sendo, assim que possível, encaminhadas por nós à rede pública, quando prontas para frequentar a escola normal”, explicou.
Para a gestora, a credibilidade do trabalho realizado é o maior trunfo para que o senador retroceda na Meta 4, ponto que aborda especificamente o direito e repasse de valores da União. “Entendo que realizamos um ótimo trabalho, e isso me leva a acreditar na reversão”, concluiu.
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