Quinta, 02 de julho de 2026, 11:48h
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Num jogo abaixo da expectativa gerada pela qualidade dos times e pelo histórico do confronto, a Alemanha venceu a França por 1 a 0 no começo da tarde desta sexta (4), no Maracanã, e se classificou à semifinal da Copa.
Na próxima terça, às 17h, no Mineirão, os alemães enfrentarão o vencedor de Brasil x Colômbia.
O zagueiro Hummels, que desfalcou a Alemanha nas oitavas, com gripe e febre, marcou de cabeça o único gol e foi o destaque da partida, junto com o goleiro Neuer.
A vitória amplia a vantagem alemã sobre os franceses em Copas: agora são duas vitórias e um triunfo nos pênaltis –após empate em 3 a 3, na épica semifinal de 1982–, contra uma vitória dos Bleus.
Os dois times pareceram sentir o calor. Iniciada às 13h, a partida foi disputada sob um sol forte (o termômetro marcava 26 ºC quando a bola rolou).
O Maracanã recebeu 74.240 torcedores, aparentemente mais alemães que franceses, mas havia mesmo predominância de camisas amarelas na arquibancada.
Alemanha mudada
A Alemanha foi a campo com um time bem diferente do que jogara até então na Copa. Além de ceder à pressão da mídia e escalar Lahm na lateral direita, desfazendo a linha defensiva de quatro zagueiros, o técnico Joachim Löw pôs pela primeira vez Klose, único centroavante nato do elenco, como titular.
Boateng, que vinha atuando na direita, foi para o miolo da zaga (deixando Mertesacker no banco), e Khedira entrou como volante ao lado de Schweinsteiger.
Se, por um lado, Lahm trouxe mais uma opção ofensiva pela direita, do meio para a frente a Alemanha foi um time mais pragmático, característica evidenciada pelo futebol tecnicamente mais vistoso da França.
E a direita da defesa alemã, a esquerda do ataque francês, foi a melhor opção ofensiva dos Bleus, com o baixinho Valbuena (1,66 m) e o lateral Evra.
Os alemães começaram com maior volume de jogo, mas a primeira chance foi francesa, aos 7 min, quando Valbuena fez boa jogada pela esquerda e passou a Benzema, que chutou à direita de Neuer.
O gol saiu aos 12 min: Kross cobrou falta da esquerda na cabeça de Hummels, que, mal marcado por Varane, nem precisou pular para mandar às redes. Foi o segundo gol do zagueiro, que, também de cabeça, marcara na estreia contra Portugal.
Depois de sofrer o gol, a França melhorou na partida e teve três chances seguidas, com Valbuena e Benzema, duas vezes.
Ao final do primeiro tempo, a Alemanha detinha um pouco mais a bola (55% de posse, contra 45 dos franceses), mas os Bleus ameaçavam mais, com cinco chutes no gol, contra dois dos alemães.
Klose nulo
E a França começou o segundo tempo também ameaçando mais. Finalizava, entretanto, sempre com debilidade.
Aos 24 min, Ronaldo deve ter respirado aliviado, quando Klose –a um gol de ultrapassar o brasileiro como o maior artilheiro das Copas, mas que fazia uma partida sofrível– foi substituído por Schürrle.
O ritmo de jogo diminuiu, com os times demonstrando cansaço. A melhor chance francesa foi com Benzema, aos 30 min – na pequena área, ele driblou Lahm e chutou, mas Hummels interceptou.
Aos 37 min, Schürrle, totalmente livre, só com Lloris pela frente, chutou em cima do goleiro – o atacante desperdiçaria outra chance cinco minutos depois, finalizando em cima da zaga.
Nos acréscimos, Neuer salvou a Alemanha, espalmando chute forte de Benzema.
Redator: Folha de S. Paulo
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