Quarta, 24 de junho de 2026, 12:58h
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Com apenas 18 anos, o jovem piratiniense Gabriel Funari Garcia vive uma rotina intensa de treinos. Fácil? Nem um pouco, mas necessário para quem tem como sonho se tornar campeão brasileiro de taekwondo.
Treinando e competindo desde os quatro anos, Garcia viu no pai um mestre e grande incentivador na prática das artes marciais. Aos 10 anos, formou-se faixa preta e, atualmente, mantém a faixa como 2º dan.
Em setembro de 2015, o título de campeão escapou por pouco de ir para a Capital Farroupilha. Gabriel disputou a competição com os melhores atletas do país em São Luís (MA). Após vencer um adversário do Piauí, acabou perdendo a final para um maranhense, que lutava em casa.
Tempos de treino e uma troca de categoria motivam o piratiniense, que almeja o tão sonhado título brasileiro. Em 2009, já havia sido vice-campeão na categoria Infantil, mas agora na Adulta pretende iniciar com chave de ouro sua participação no Campeonato Brasileiro.
Antes de se aproximar do maior evento de taekwondo do país, Garcia tem um desafio ainda mais importante, que é vencer o Campeonato Gaúcho, responsável por classificar os melhores atletas que disputarão o nacional.
Mas essa missão é bem mais familiar do piratiniense, que busca o tetracampeonato após ter vencido em 2008, 2010 e 2015. São mais de 40 medalhas adquiridas nos 14 anos de artes marciais, tudo visando uma maior ambição: tornar-se campeão brasileiro.
Em 2009, poderia ter se tornado campeão, mas o instinto de ética e caráter o fez continuar. Tomando um golpe ilegal e questionado se queria a desclassificação do adversário, Gabriel, ainda criança, quis continuar lutando. “Eu tinha 10 anos e o adversário, 13. Ele era bem maior e eu estava perdendo de 5 a 0. Quando recebi um narê o juiz parou e me perguntou o que queria fazer, decidi continuar e fui para cima. A luta acabou em 6 a 5 para ele”, relembra.
“Eu fico olhando minha medalha de prata e imaginando o que podia ter feito de diferente, mas acho que tudo tem um momento certo. Se Deus quiser, depois desses dois vices, vai vir meu título”, acredita, otimista e focado no seu objetivo.
Dois pelotenses fazem frente a Gabriel, que pretende vencer quaisquer adversidades para lograr seus sonhos. “Na academia do mestre Isaque da Luz, da Equipe Treme Terra, tenho dois grandes adversários: Roberto Schumacher e Rafael Kirchner. Já lutei esse ano com o Roberto, quando venci a Copa Piratini, mas cada luta é uma luta e ele é um atleta que admiro e tenho muito que aprender”, pontua.
Mestre e pai de Gabriel, Alessandro Leopoldo Garcia, 5º dan de taekwondo, começou a lutar com 19 anos e, agora, com 44, continua um defensor ferrenho do esporte, ministrando inclusive aulas de MMA (Mixed Martial Arts, do inglês, Artes Marciais Mistas) em sua academia, em Piratini.
Para ele, o orgulho pelo filho expressa todo sentimento levado pela arte marcial. De uma família com oito faixas preta, Alessandro não economiza elogios para Gabriel, que, por sua vez, demonstra toda a admiração ao pai.
“O taekwondo está no sangue da família Garcia. Sempre defendi que esporte é saúde e saúde é vida. Meu filho é dedicado e tudo é fruto de muito treinamento e perseverança”, acrescenta o mestre, compartilhando suas expectativas para o primeiro título nacional do filho.
A 33ª edição do Campeonato Brasileiro de Taekwondo ocorre nos dias 9, 10 e 11 de setembro, em Santa Maria.
Redator: Tradição Regional
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