Quarta, 24 de junho de 2026, 00:49h
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No Rio de Janeiro desde o dia 31 de julho, ela diz estar muito feliz participando desse momento histórico para o esporte
Aos 27 anos, Luana Buttow integra o time de voluntários que torna possível o espetáculo dos Jogos Olímpicos Rio 2016. A jovem concorreu com aproximadamente 80 mil candidatos ao longo de quase três anos de preparação. “Eu me inscrevi em 2013 no site para voluntários e desde então começaram a ter etapas online, em que tínhamos que fazer algumas tarefas e alguns cursos”, conta Luana. Depois disso, uma entrevista presencial em Porto Alegre, em agosto do ano passado, definiu o rumo da gaúcha.
Formada em Educação Física e natural de Morro Redondo, ela acredita que essa é uma oportunidade que dificilmente se repetirá. “No Brasil, vai ser difícil ter outro evento igual a este tão cedo”, lamenta. O “cargo” de Luana é team leader, isto é, fica encarregada de liderar um grupo de 12 a 15 voluntários, responsáveis por atender o público, fazendo o controle de acesso ao estádio e ajudando os espectadores a encontrar seus respectivos lugares. “Estou atuando no [Estádio do] Maracanã, onde aconteceu e ainda acontecerá a cerimônia de abertura, semifinais e finais do futebol feminino e masculino, e encerramento, e no Maracanãzinho, no voleibol”.
Mesmo que o voluntariado seja cansativo e corrido, ela afirma que também é muito prazeroso, orgulhando-se em fazer parte de um evento tão importante para o esporte mundial. “Nós, que estamos nos bastidores do evento, sabemos que tem muita coisa que o público nem sabe que se passa, e tudo que precisa para a organização de um evento desse tamanho”, relata, completando: “Mas é bom, de quebra consegui ver o jogo do Brasil, no vôlei”. Como Luana é líder de uma equipe, ela está desde o dia 31 de julho no Rio de Janeiro, para um treinamento especial, mas conta que novos voluntários chegam todos os dias, pois o trabalho é dividido em escalas. No dia da entrevista ao JTR, Luana estava de folga passeando pela cidade.
Apaixonada por esportes, a morro-redondense ainda joga no time de futsal feminino “Divinas”, da sua cidade natal. O time só existe há cinco anos, mas a jovem joga desde os 12 anos, como fixa, nos campeonatos da região. “Esporte tem tudo a ver comigo”, conta. Ela ainda foi escalada para as Paraolimpíadas, que acontecem em setembro, mas explica que não irá comparecer por conta dos gastos financeiros. “Eles [a organização] dão transporte, deslocamento aqui dentro, metrô, trem, e janta ou almoço. Mas a hospedagem e a passagem do Sul até aqui é por minha conta”.
Redator: Tradição Regional
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