Segunda, 15 de junho de 2026, 14:48h
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Na última sexta-feira (25), a Escola Estadual João de Deus Nunes recebeu a visita do ex-jogador de futebol Paulo Francisco da Silva Paz, mais conhecido como Chiquinho. O convite ao canguçuense surgiu a partir de um projeto de pesquisa da turma do 2º ano do ensino médio (2º C), o qual tinha como objetivo mostrar o trabalho de formação de atletas nas categorias de base dos clubes e o caminho percorrido até chegar no futebol profissional. A pesquisa tem como orientadoras a professora de Sociologia, Vanessa Canez, e a professora de Linguagens, Ingrid Ferraz.
Chiquinho foi destaque no Internacional no início dos anos 2000 e jogou em grandes clubes, como Palmeiras e Goiás. Em julho deste ano, anunciou a aposentadoria como jogador e passou a atuar como agente de futebol, com trabalhos dentro e fora do país. Ele revelou que está produzindo uma biografia em parceria com o fotógrafo e jornalista Daniel Boucinha e que tem despertado um grande desejo em se tornar técnico de futebol. Entretanto, ressaltou que este é um objetivo a longo prazo, uma vez que vê a necessidade de buscar maior capacitação na área. Paulo Francisco dedica parte do seu tempo a ações sociais, dentro e fora do país, na intenção de levar conhecimento e agregar valor com a vivência obtida no futebol.
A palestra realizada na João de Deus Nunes abordou a falta de foco dos adolescentes em um objetivo futuro. O cenário foi tratado em cima da história do ex-jogador, que quando era apenas um garoto, de 13 anos, saiu de sua cidade natal, contrariado por muitos, em busca de um sonho. Desejava se tornar um jogador de futebol profissional, algo visto pela maioria como impossível de ser alcançado. “Tenho visto nos jovens algo bem preocupante. A falta de foco, tanto no que querem se tornar, quando no que almejam alcançar, e isso atrapalha no decorrer da adolescência, Quando se chega na idade adulta sem saber o que se quer fazer, isso é muito perigoso porque comumente acarreta em casos de depressão, suicídios, alcoolismo e uso de drogas. Eles vão encontrar muitas dificuldades no caminho, vão ouvir muitos ‘não’. Isso ocorre em qualquer profissão, mas é importante que alguém os instrua a buscar bons exemplos e boas referências”, comentou.
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