Segunda, 08 de junho de 2026, 02:24h
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Um esqueleto de concreto à espera de conclusão. Esta é a situação daquilo que um dia, em 2009, a população, principalmente os praticantes de futsal, esperavam do que acreditou que seria o novo ginásio poliesportivo de Piratini, que começou a ser construído na área que faz parte do Centro de Eventos Erni Pereira Alves, na primeira gestão do governo Vilso Gomes (PSDB).
A obra teve só a sua primeira fase concluída. O tempo passou e um temporal, em 2012, derrubou as colunas à espera da continuação da empreitada, as mesmas foram reerguidas um ano depois e desde então, há nove anos, o cenário é o mesmo: uma quadra poliesportiva, que já consumiu a metade do orçamento previsto de R$ 800 mil, dinheiro extraído dos cofres públicos, mas que está estagnada.
Segundo o secretário de Cultura, Turismo, Desporto e Lazer, Fladimir Gonsalves, “quatro anos depois que a quadra foi iniciada, assumi pela primeira vez a Secretaria e tentamos movimentar o processo novamente, oportunidade em que se recuperou a fase perdida no vendaval, recolocando as colunas e as amarras, mas depois a Prefeitura acionou judicialmente a empresa ACP Engenharia, Arquitetura e Pré Moldados para que ela concluísse os trabalhos e o final desse litígio foi que a mesma decidiu não cumprir o que rezava no contrato”.
Ele destacou que em 2017 a Caixa Econômica Federal e o Ministério dos Esportes foram buscados novamente para a liberação do restante do valor a ser depositado: cerca de R$ 335 mil, mas que o processo foi complexo e demorado em virtude da defasagem do valor, então contido nas planilhas de custo.
“Foram liberados apenas mais R$ 65 mil, o que consideramos pouco diante da necessidade, mas que foi suficiente para a colocação de uma parte do piso. Agora, nosso setor de engenharia recuperou a parte técnica do projeto, que para o Ministério já estava em fase de extinção devido há tantos anos terem passado, assim nos coube ir em busca da captação de recursos”, disse o secretário.
A Prefeitura de Piratini licitou novamente a obra, cuja vencedora foi a Construtora Costamar. As obras poderão ser retomadas a qualquer momento.
“Vale lembrar que isso não depende somente de nós”, disse Gonsalves, que está esperançoso de que o telhado, fase principal, seja colocado em 2018, mesmo concordando que a situação de liberação de verbas para projetos inacabados é quase uma exceção no Ministério dos Esportes.
Redator: Tradição Regional
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