Sexta, 10 de julho de 2026, 08:54h
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A cidade de Camaquã está em festa. Fundado em 1946, o Guarany chega pela primeira vez à fase final de uma competição de futebol profissional. No último domingo (24), o time comemorou em casa a classificação ao quadrangular final da Série A2 do Campeonato Gaúcho, com uma vitória de 3 a 1 sobre o Santo Ângelo.
Depois do jogo, os jogadores percorreram as principais ruas da cidade em cima do caminhão do Corpo de Bombeiros. Não é para menos. Com um orçamento modesto, o Bugre, como é chamado pelos torcedores, superou equipes que investiram muito alto, como Brasil de Pelotas, Brasil de Farroupilha e Passo Fundo.
O capitão do time nesta grande campanha é o zagueiro Claiton Rosa, que, até pouco tempo, vestia a camiseta do Esporte Clube Canguçuense. Além do Guarany, estão no quadrangular final o Esportivo e a União Frederiquense. A outra vaga é disputada pelo Xavante, Passo Fundo e São Paulo de Rio Grande. O Bugre deve estrear na fase decisiva neste sábado (30), em casa, contra a União Frederiquense. Os jogos são transmitidos pelo site da TV Com.
Ele conversou com o Jornal Tradição Regional sobre o momento do time
Jornal Tradição Regional (JTR): Qual o sentimento de ser capitão de um time que pela primeira vez chega na fase final de uma competição profissional?
Claiton Rosa (CR): “É um sentimento de realização. O grupo é merecedor do que está acontecendo”.
JTR: No domingo vocês desfilaram em carro de Bombeiros pelas ruas. Como está a cidade depois dessa façanha do Guarany?
CR: “Aqui em Camaquã as pessoas são apaixonadas pelo Guarany. Onde nós jogadores vamos o carinho que recebemos é tremendo. A cidade, hoje, respira a possibilidade do acesso”.
JTR: Qual o segredo do time nesta campanha?
CR: “O segredo maior, não posso negar, é a mão de Deus. Temos depositado nele nosso objetivo”.
JTR: Até aonde o Guarany pode chegar nesta competição?
CR: “Creio que podemos chegar ao título. Sei que vai ser tão difícil quanto foi chegar até aqui”.
JTR: Tu optou por não voltar ao Farroupilha e permaneceu no Guarany de Camaquã. O que motivou a decisão?
CR: “Permaneci no Guarany por ser um clube sério, que cumpre com seus compromissos. Tem um projeto de fazer parte da elite do futebol gaúcho dentro de pouco tempo. Aqui tenho boas condições de trabalho, moro no melhor hotel da cidade, tenho uma relação muito boa com a diretoria, com a comunidade. O Guarany já fala em renovar por mais um ano comigo”.
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