Sexta, 10 de julho de 2026, 01:48h
Home Esportes
César Cielo não escondeu a decepção com o bronze
Ser um campeão mundial traz responsabilidades, traz expectativa por grandes resultados. Cesar Cielo, Robert Scheidt e Bruno Prada, o futebol masculino e o vôlei de praia do Brasil estão entre os principais nomes do esporte do planeta, sempre favoritos a ganhar. Por isso, qualquer vacilo pode trazer frustração.
Apesar de terem conseguido honrosas medalhas nos Jogos Olímpicos de Londres, eles voltaram para casa sabendo que poderiam ter feito mais, poderiam ter levado o ouro. A expressão de todos eles ao final de suas participações mostrou perfeitamente que nem toda medalha "tem sabor de ouro".
CESAR CIELO, bronze nos 50m livre – Cesar Cielo chegou a Londres como o homem a ser batido nos 50m livre, atual campeão olímpico e mundial, e com chances nos 100m livre, prova em que foi bronze em Pequim-2008.
No entanto, o brasileiro ficou com o bronze nos 50m e apenas em sexto nos 100m. Ele acabou sendo superado na prova em que é especialista pelo surpreendente francês Florent Manaudou, que ficou em primeiro com o tempo de 21s34, seguido pelo americano Cullen Jones (21s54) e por Cielo (21s59). "Não era a medalha que eu esperava", disse Cielo, sorriso amarelo no rosto. Depois do pódio, com o bronze no peito, ele olhou para os pais na arquibancada e chorou.
ROBERT SCHEIDT, seu "pior" resultado olímpico – Conseguir cinco medalhas em cinco Olimpíadas consecutivas é um feito para poucos, e Robert Scheidt tem essa conquista em seu glorioso currículo. No entanto, após dois ouros (Atlanta-1996 e Atenas-2004) e duas pratas (Sidney-2000 e Pequim-2008), o velejador brasileiro teve o “pior” desempenho olímpico de sua carreira, ficando com o bronze na classe Star da vela, ao lado do parceiro Bruno Prada.
A dupla brasileira chegou à Inglaterra como uma das grandes favoritas ao primeiro lugar e batalhou pelo ouro até a última regata, em um duelo acirrado com Ian Percy e Andrew Simpson, da Grã-Bretanha. No entanto, etapa final, Scheidt e Prada, assim como os britânicos, foram surpreendidos e superados pelos suecos Fredrik Loof e Max Salmien, que conquistaram o título inédito. "O vento não foi para o nosso lado", lamentou Scheidt, outro que não escondeu o descontentamento pelo resultado.
DUPLAS DA AREIA, e o ouro que escapa no vôlei de praia – Candidatas ao lugar mais alto do pódio, as duplas masculina e feminina do Brasil acabaram deixando escapar a medalha de ouro no vôlei de praia. Alison e Emanuel ficaram com a prata, enquanto Juliana e Larissa levaram o bronze na Olimpíada-2012.
Entre os homens, o experiente Emanuel (ouro em 2004 e bronze em 2008, ambas ao lado de Ricardo) e Alison foram derrotados na final pelos alemães Julius Brink e Jonas Reckermann, por 2 sets a 1, com parciais de 23-21, 16-21 e 16-14, na arena montada no Horse Guards Parade. Eles chegaram como favoritos e salvaram três match points no terceiro set antes de sucumbir. "Infelizmente não consegui dar esse ouro para o Emanuel", comentou o fá Alison sobre o parceiro e ídolo. Emanuel, 39, queria se aposentar com o ouro. Pode até repensar os planos para estar nas areias de Copacabana representando o Brasil em 2016.
No feminino, Juliana e Larissa estavam contentes no pódio, afinal haviam acabado de conseguir uma virada incrível contra a dupla chinesa para ficar ao menos com o bronze. No entanto, a derrota na semifinal, para uma dupla "freguesa" dos Estados Unidos, escancarou fortes discussões entre elas. A ideia era disputar e destronar Walsh e May na decisão. As americanas nem precisaram pegar as brasileiras para serem tricampeãs.
FUTEBOL e o jejum amargo que continua – Ainda não foi desta vez que o Brasil quebrou o jejum de nunca ter conquistado a medalha de ouro olímpica no futebol masculino. Após ter superado adversários com pouca tradição no futebol pelo caminho, a seleção brasileira fracassou e perdeu a final dos Jogos Olímpicos para o México, por 2 a 1, no estádio de Wembley em Londres. O atacante Peralta, com dois gols marcados na decisão, foi o vilão brasileiro em 2012, enquanto Hulk descontou, e a prata teve um sabor amargo.
Na primeira fase, o time comandado pelo técnico Mano Menezes venceu Egito (3 a 2), Bielorússia (3 a 1) e Nova Zelândia. Depois, superou Honduras (3 a 2) e Coreia do Sul (3 a 0). Na final, no entanto, a equipe de Neymar, Oscar, Leandro Damião e companhia decepcionou e foi derrotada pelos mexicanos. Assim como em 1984 e 1988, a prata foi o prêmio de consolação.
Com os altos volumes de dinheiro que são movimentados no futebol, especialmente comparados aos baixíssimos investimentos em outros esportes, a medalha de prata acabou sendo uma das grandes "derrotas" do Brasil na Olimpíada de Londres.
Por Tiago Leme, de Londres (ING), para o ESPN.com.br
Redator: Assessoria de Imprensa
Fechar X
Fechar X
Av. Imperador Dom Pedro I, 1886, sala 1 - Bairro Fragata - CEP: 96030-350 - Pelotas/RS
E-mail: [email protected] / Telefone: (53) 3281 1514
© Todos os direitos reservados