Quarta, 08 de julho de 2026, 12:31h
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O evento marcou o início de uma caminhada dos atletas interessados em disputar os 1,2 mil quilômetros da França, promovido de quatro em quatro anos, em Paris
Com status de competição mundial, a prova Audax reuniu no dia 10 de março, 119 ciclistas da Região da Campanha. A prova foi um brevet de 200 quilômetros e contou com o envolvimento logístico de três municípios vizinhos.
Com organização do Clube Audax Bagé, a largada foi dada às 6h no posto Jardim do Castelo. O trajeto teve quatro pontos de controle e seis de apoio, com água, restaurantes, banheiro e loja de Conveniências. Durante o percurso os ciclistas acabaram visitando o município Pinheirense como também Hulha Negra e Candiota.
Na oportunidade conversamos com os organizadores e também com ciclistas. “Foram 131 pessoas inscritas, mas apenas 119 largaram. O envolvimento de cidades próximas é o que tem motivado o acréscimo de participações”, observa o desportista Herón Regert.
Entre os participantes estavam 49 ciclistas de Bagé, 19 ciclistas de Teutônia, 11 de Porto Alegre, 10 de Pelotas entre outros.
O evento marcou o início de uma caminhada dos atletas interessados em disputar os 1,2 mil quilômetros da França, promovido de quatro em quatro anos, em Paris. Para tanto, é preciso vencer as prévias de 200, 300, 400 e 600 quilômetros realizadas por todo o mundo.
Para o diretor da prova Pedro Pancrácio Regert esta prova teve como maior adversário o próprio atleta, já que foi um evento de ciclismo não competitivo. Regert comenta ainda que o Audax é uma prova de autossuficiência onde não há primeiro lugar. São disponibilizados aos ciclistas pontos de controle e de apoio, nos quais podem beber água e comer frutas durante o trajeto.
O professor de Física de Pelotas, Aires Moreira, tem 64 anos e foi o ciclista mais velho a completar o percurso. Ele participa pela terceira vez desse tipo de prova. “Sempre pratiquei ciclismo de competição, desde muito novo. Fugia da minha mãe e íamos de Pelotas a Porto Alegre pedalando. Saíamos na sexta e só voltávamos na segunda. O ciclismo, para mim, é um esporte dos mais completos. É o atleta, a máquina e a natureza”, conta ele, dizendo que não se imagina sem pedalar.
Outra história interessante é a de Udo Weissenstein, de 41 anos. Ele saiu de Vera Cruz, na quinta-feira à noite e, até chegar ao local de partida, pedalou cerca de 380 quilômetros, já que ficou uma noite em Piratini.
Weissenstein já participou de mais de 50 provas como esta. Pedalando “pra valer”, como ele diz, desde 1997, o atleta já percorreu mais de 220 mil quilômetros em duas rodas.
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