S�bado, 04 de julho de 2026, 04:59h
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Dez dias após atropelar um homem de 66 anos no acesso, pela ERS-702, ao bairro Padre Reinaldo, um dos pontos considerados mais perigosos no trânsito de Piratini, Claudiomar Valadão, de 45 anos, aceitou falar sobre o fato ocorrido no dia 4 de abril, que resultou na morte de Adão Bandeira da Silveira. O idoso faleceu quando era conduzido para Pelotas com inúmeras fraturas e traumatismo craniano.
O motorista, ainda abalado pelo episódio, disse que, quando ia para Pelotas em seu Fiat Uno, guiava em velocidade compatível com o trecho, e que a vítima surgiu repentinamente. “Ele saiu de repente, estava atrás do ônibus da empresa Embaixador, que vinha de Pedro Osório. Acionei o freio e tentei desviar tudo que pude, mas em momento algum ele olhou para o carro, pois se tivesse feito isso ou até dado um passo a mais eu teria conseguido evitar o choque”, conta.
Claudiomar relata que, mais tarde, ficou sabendo que a vítima pertencia a uma família de clientes de seu escritório de contabilidade, o que aumentou seu abalo: “A gente fica traumatizado. Infelizmente aconteceu comigo, mas ninguém está livre. As imagens do carro atropelando ele e do seu estado posterior vem a todo o momento na minha mente”, conta Valadão, que prestou o socorro à vítima, acionando o Samu e a Brigada Militar.
A ausência de um acostamento ou área de escape no acesso, o que obriga os motoristas de ônibus ocuparem boa parte da largura do asfalto para soltar passageiros, é um agravante para o local, onde ocorrem vários acidentes ao longo do ano, a maioria apenas com danos materiais.
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