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Acusado teria recebido a liberdade em novembro de 2013
Quando Roger Adão Funari, em novembro de 2013 foi praticamente perdoado pelo juiz Roger Xavier Leal, que lhe deu a pena mínima pelo crime de tráfico de drogas, a promotora Cristiana Chatikin compartilhou da indignação externada através das redes sociais por boa parte da população de Piratini. Imediatamente, ela apelou ao Tribunal de Justiça do Estado (TJS) para que ele retornasse ao Presídio Estadual de Canguçu. No entanto, enquanto a apelação ainda é apreciada, Funari fez exatamente aquilo que a representante do Ministério Público acreditava. “Para mim não foi nenhuma surpresa. Achei uma injustiça ele ter sido solto, inclusive disse aos policiais civis que era só vigia-lo que ele ia traficar novamente, pois é um profissional da área”, disse Chatikin, ao falar da nova denúncia oferecida contra o traficante de 30 anos.
Ela estava certa. Menos de cinco meses após ter recebido liberdade, em 5 de abril, sob o efeito de cocaína, Roger Funari guiava seu Corsa em alta velocidade pela ERS-702 quando bateu na traseira de um carro ocupado por quatro pessoas. O automóvel foi jogado numa ribanceira e os ocupantes nada sofreram, mas ao atender a ocorrência, a Brigada achou 498 gramas de maconha no veículo do acusado.
Cristina explica que, como o recurso ao TJS ainda não foi julgado, a lei interpreta que não houve reincidência por parte de Funari, mas desta vez, acredita em justiça. “Quero que ele fique preso pelo período ao qual acredito que desta vez será condenado. A pena para o tráfico de drogas fica entre cinco e 15 anos e acredito que ele deva pegar, no mínimo, oito anos”, prevê a promotora.
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