Sexta, 03 de julho de 2026, 17:24h
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"Ninguém, além do Estado, tem direito de pagar o policial para que ele cumpra sua função", afirma delegada
Vítima recente de furto, um advogado procurou a Polícia Civil para tentar a solução do caso e acabou preso em flagrante. Ele é acusado de oferecer dinheiro aos policiais em troca de atenção privilegiada para o caso. O episódio é tratado como corrupção ativa, que consiste em oferecer ou prometer vantagem ao funcionário público para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício.
Com base em provas técnicas e testemunhais, o suspeito, de iniciais M.A.C.C, recebeu voz de prisão no momento em que tentava subornar os policiais. “Ninguém, além do Estado, tem direito de pagar o policial para que ele cumpra sua função de combater a criminalidade”, salientou a delegada Paula Vieira Garcia. A titular reconhece que devido ao acúmulo de ocorrências, alguns casos acabam demorando mais para serem investigados. “Mas isso não dá a ninguém o direito de tentar subornar a polícia”, enfatizou.
A pena para o crime de corrupção ativa varia de 2 a 12 anos de reclusão e é válida também para o policial ou agente público que aceitar o suborno em troca de favorecimento. M.A.C.C., que trabalha como autônomo, foi levado ao Presídio Estadual no final da tarde desta terça-feira (17). O caso será encaminhado ao Poder Judiciário, que decidirá se o suspeito deve ou não permanecer preso.
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