Quinta, 02 de julho de 2026, 04:07h
Home Policial
A uma semana do julgamento que deve atrair centenas para a Associação Atlética Banco do Brasil, o casal Josiele de Lima e Person Rodrigo Lopes, falou pela primeira vez sobre o episódio da noite de 19 de junho de 2011, quando o ex- marido dela, Gilmar Silveira Souza, comerciante conhecido na cidade por Saldanha, foialvejado com um tiro disparado por Lopes, quando se encontraram na casa de Josiele.
O que levou a acusada e absolvida do crime de adulterar a cena do crime a falar foram notícias veiculadas na imprensa da cidade que deixam em aberto que o crime foi premeditado, ou seja, Saldanha teria sido atraído para a morte pelo casal. “Não houve crime premeditado. De forma alguma eu iria fazer isso com o pai do meu filho. Esse assunto fere as duas famílias, já que além de nós, tem ainda a mãe, irmãos e demais filhos do Saldanha, sofrendo”.
Relembrando a noite do crime, quando a cidade ficou sem energia elétrica, ela falou da violência do ex-marido, que culminou no ato trágico. “Uma semana antes, o Saldanha já havia invadido minha casa, quebrado tudo e me batido, por não aceitar a separação. Naquela noite, nossa salvação foi à falta de luz, pois ele gritava para que nós saíssemos do quarto,ou então mataria a nós três, ou seja, inclusive o filho dele”.
Lopes, que teve participação sucinta na entrevista, negou que ele e a vítima tivessem entrado em confronto e afirma que agiu em legítima defesa. Somente ele será julgado pelos sete jurados no dia 13 de agosto. “Não houve confronto físico, lembro apenas de batemos os braços. Também não ocorreu nenhum contato com a intenção de atraí-lo para lá, e isso ficou provado durante a investigação, que não achou nada neste sentido.” Josiele relembrou: “Se houvesse energia elétrica, quem estaria debaixo da terra seríamos nós três e não ele. Mesmo assim, não deixo de lamentar, pois de um lado meu filho perdeu o pai nessa tragédia e, de outro, meu companheiro, que só me defendeu, está nesta situação”, lamenta, concluindo: “Espero que tudo seja esclarecido, assim como foi no que diz respeito ao que eu era acusada e fui absolvida. Quanto ao meu marido, eu entrego para Deus, pois repito que o que ele fez foi para nos salvar, ou nós estaríamos mortos”.
Fechar X
Fechar X
Av. Imperador Dom Pedro I, 1886, sala 1 - Bairro Fragata - CEP: 96030-350 - Pelotas/RS
E-mail: [email protected] / Telefone: (53) 3281 1514
© Todos os direitos reservados