Quinta, 02 de julho de 2026, 03:01h
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Na manhã da quarta-feira (13), o pecuarista Cléber Cardoso Madruga, de 49 anos, acusado pela Polícia Civil de tráfico de drogas e de tentativa de homicídio contra um inspetor que integra a equipe da delegacia local, se apresentou às autoridades e, depois de ouvido, foi encaminhado ao Presídio Regional de Canguçu, permitindo, com isso, o cumprimento do mandado de prisão expedido pela justiça.
Horas antes de se entregar, ele recebeu a reportagem do JTR com o objetivo de dar a sua versão sobre o ocorrido no dia 6 de agosto, em sua propriedade, no 1º distrito.
O fato aconteceu após a incursão dos policiais civis que, também baseados em escutas telefônicas, buscaram flagrar a venda de entorpecentes na zona rural. “Não existe isso que eles estão me acusando. A movimentação em minha casa se dá devido a amigos que me visitam para fazermos jantas e bebermos. Nas escutas deles, garanto que não há nada relativo ao tráfico”, garante Madruga, que admite conhecer drogas como crack e cocaína.
Quanto à acusação de ter tentando alvejar um dos agentes, ele afirma não ter atirado, e que nem mesmo estava armado no momento em que recebeu a voz de prisão. “Foram dezenas de tiros, todos disparados por eles. Quando eu ouvi os gritos deles, fugi para o campo. Estava desarmado”, reafirma o acusado.
Com relação a luneta, também encontrada, ele explica que era usada para melhorar a mira em uma arma de pressão que possui. Para a farda da Brigada Militar apreendida, ele também apresentou sua versão: “Ela deve estar a uns 10 anos comigo e nunca a usei. Ganhei de amigos quando trabalhei em Pinheiro Machado”.
Madruga finalizou dizendo que a decisão de se entregar foi para que os fatos sejam esclarecidos.
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