Quarta, 01 de julho de 2026, 06:53h
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Ela é um caso que exemplifica o aumento no número de registros de violência contra a mulher em Piratini e vive um drama que, segundo seu relato, já dura 34 anos. 30 destes, vividos sob o mesmo teto que o ex- marido, de quem há quatro anos se separou.
Regina, (nome fictício), apanhou novamente no último dia 11, quando o então companheiro com quem criou três filhos voltou às agressões após saber que ela havia recorrido à justiça para garantir a pensão no valor de 60% do salário mínimo. “Ele bateu na porta e, quando eu abri, perguntou se eu havia procurado a justiça para cobrar ele. Assim que eu respondi que sim, pois já estava entrando para o quarto mês sem que ele fizesse os depósitos, ele me jogou por cima dos móveis e em seguida passou a apertar meu pescoço”, conta à vítima que está sob medida protetiva deferida pelo judiciário.
Ao relembrar uma das surras, que levou logo depois da separação, ela conta que fugir foi à saída para cessar a agressão. “Depois de ele me bater de todos os jeitos, quebrou o espelho do armário do banheiro e com um pedaço do vidro queria me cortar. Acredito que naquele dia, se eu não tivesse fugido, corria o risco dele acabar comigo, como já ameaçou fazer uma vez, caso eu acionasse a polícia”, relata ela que, durante o período de separação, morou dois anos em Pelotas e, afirma, nem assim as surras pararam. “Em Pelotas ele me bateu duas vezes, o que me fez registrar queixa na Delegacia da Mulher. Em uma outra vez, fiquei por um bom tempo com a costela dolorida depois de uma surra. Por já ter apanhado e prestado tantas queixas, não quis dizer ao médico a causa e muito menos procurar a polícia”, amplia.
Na terça-feira (14), após a agressão, ela e o ex-marido, de 53 anos, se encontraram na sala de audiências para tentar um acordo quanto ao pagamento dos valores atrasados, mas, segundo conta, mesmo tendo ficado registrada a promessa da quitação do débito em três parcelas, sendo uma no dia seguinte, a conta bancária continua zerada.
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