Quarta, 01 de julho de 2026, 06:18h
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Um dos crimes de maior repercussão da história recente de Pelotas será julgado hoje. O caso do sequestro e assassinato da empresária Gleci Mielke Treichel registrado em 23 de abril de 2003. O empresário e ex-marido da vítima, Walnir Treichel, suposto mandante da execução ingressou em 2005 com um processo pedindo a anulação da pronúncia do caso. A ação ainda não foi apreciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por isso ele ainda não será julgado.
Estarão no banco dos réus Mílton Quevedo Funari, 51; Leonardo Castro de Oliveira, 41 e Ilson Castro de Oliveira, 42. Todos aguardam o julgamento em liberdade desde 2005.
O promotor do julgamento será José Olavo Passos, o mesmo que acompanhou o trabalho policial, fez a denúncia dos acusados e, também, acabou sendo o protagonista do pedido de anulação movido pela defesa de Treichel, que pediu a anulação do inquérito por causa da participação ativa do promotor nas investigações policiais.
Relembre o caso
No início da tarde de 23 de abril de 2003, Gleci Treichel, então com 46 anos, foi levar seu pai para uma consulta médica no centro da cidade e acabou sequestrada por dois homens. Horas depois seu corpo foi encontrado na localidade de Passo dos Carros, interior de Capão do Leão. Em 9 de junho daquele ano a polícia decretou a prisão do marido da vítima, apontado como mandante do crime e 40 dias depois, os outros três acusados foram presos. Os irmãos Oliveira foram acusados de sequestrar e executar Gleci, enquanto Funari foi acusado de ter contratado a dupla que - segundo a denúncia do Ministério Público - teriam recebido R$ 60 mil cada um para cometer o crime.
Em junho de 2005, após dois anos presos, os quatro acusados foram libertados - por causa do recurso de Treichel - e passaram a aguardar o julgamento em liberdade.
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