Quarta, 01 de julho de 2026, 01:50h
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O caso já está em fase de conclusão. Todos os suspeitos foram encontrados e o carro usado no crime também
E o terceiro suspeito de participar do assassinato do jovem Thales Gabriel Brito da Silva, no dia 26 de outubro em Pelotas, foi localizado na noite dessa terça-feira (11) pela Brigada Militar (BM) durante patrulhamento.
Segundo a polícia eles avistaram dois suspeitos em uma motocicleta por volta das 20 horas e ao aborda-los a dupla tentou fugir e entrou num apartamento no PAR Querência nas Três Vendas. A polícia invadiu o local e encontrou os suspeitos com dois revólveres municiados. T.A.M.G, 18, que estava junto com o motorista na motocicleta foi reconhecido como o autor dos disparos contra Thales Silva.
Ele se apresentou na polícia confessando o crime no dia 31 de outubro. Um dia após completar a maioridade. A.L.C.T. que era o motorista, estava foragido da polícia desde o crime que matou Thales Silva e também estaria envolvido com um assalto que terminou com um casal baleado, no centro de Pelotas, há cerca de duas semanas. Os dois foram detidos em flagrante e encaminhados à DPPA. Depois do registro da ocorrência, eles foram para o Presídio Regional de Pelotas (PRP). T.A.M.G por porte ilegal de arma e A.L.C.T. por estar fugitivo desde o crime contra Thales.
Entenda a situação do menor e o crime Menores de 18 anos podem ser responsabilizados penalmente por crimes hediondos como, por exemplo, homicídios, latrocínio e estupro. É o que prevê a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 382/14, do deputado Akira Otsubo (PMDB-MS).
Atualmente, a Constituição Federal prevê que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis, ou seja, não podem ser penalmente responsabilizados por seus atos. A proposta mantém a redação atual. Acrescenta, porém, que ela não se aplica para os que cometerem crimes hediondos. O autor do projeto destacou que não existem argumentos sérios para não punir os menores de idade. Segundo ele, alguns países mais desenvolvidos não apoiam a fixação de idade para isentá-los de culpa. “Crimes como o homicídio qualificado, o latrocínio e o estupro não podem ensejar apenas a retribuição por um ato infracional. Nestas graves hipóteses, cabe instituir a responsabilidade penal plena, submetendo o menor de 18 anos a processo penal e privação de liberdade, em caso de condenação”, justificou Otsubo.
O menor que cometeu latrocínio contra Thales está sendo processado e a pena dele será analisada pelo judiciário, já que o rapaz, após quatro dias do crime completou 18 anos. Ele ainda está em vantagem por ter se apresentado a polícia no dia 30 de outubro. Isso pode diminuir a pena do suspeito. No entanto, o na época menor, está sob responsabilidade do DECA que revogou a internação dele já que completou 18 anos. Ele deve encaminha-lo à delegacia especializada.
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