Quarta, 01 de julho de 2026, 01:50h
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"Esses jovens perdem a vida tão novos! Se todos escutassem a voz da mãe, não teríamos esses crimes. Se as mães fossem obedecidas, nada de maldade aconteceria neste mundo." Citação do pároco Ivo José Copi falando sobre mães e filhos. Sair de casa à noite requer muito além de atenção e cuidado, mas também necessidade. O jovem Fabrício Matos Farias de 16 anos que perdeu de maneira revoltante, segue sem informações e pistas. Mais um jovem é vítima da imprudência violenta que atormenta a cidade de Pelotas. Com apenas 17 anos, perdeu a vida de maneira revoltante: um encontro entre jovens que acabou causando o disparo, até então, sem querer da arma de fogo. A família realizou uma manifestação para exigir justiça e a punição dos envolvidos. O delegado, Félix Raffanhin, confirmou que uma vez descartada a possibilidade roleta russa os investigadores passam a trabalhar apenas com duas linhas para explicar o crime: homicídio doloso (com intenção) ou culposo (sem intenção). "Um dos dois outros rapazes que estavam no apartamento já confirmou estar com a arma, agora resta apurar em quais circunstâncias esse tiro foi disparado", diz o delegado. A propriedade do revólver calibre 38 ainda está sendo investigada. Segundo a mãe da vítima, Andréa Cruz Matos, 32, a arma usada no crime não pertencia ao filho. "Ainda há dúvidas a quem esta arma pertence e somente a perícia poderá esclarecê-las", comenta o delegado. Ela questiona também o fato do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) ter sido chamada quase duas horas depois do incidente e a cena do crime ter sido alterada, já que ela alega que a arma foi colocada na mão do filho e que deram banho nele após o fato. “Queremos a verdade dos fatos”, explicou a mãe. Relembre Na madrugada da quinta-feira, 30 de outubro, Fabrício e outros dois amigos bebiam em um apartamento no condomínio Village IV, quando, por volta das 2h30min, o rapaz foi baleado na cabeça com um tiro de revólver calibre 38 e morreu. A polícia começou trabalhando com a hipótese de suicídio, depois passou a investigar a possibilidade de se tratar de um jogo de roleta-russa, até definir que se tratava de homicídio. Resta saber, agora, se o tiro foi proposital ou acidental.
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