Quarta, 01 de julho de 2026, 01:22h
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Depois de quase 9 horas de júri, a decisão final: o auxiliar de produção, Leandro Borges de Oliveira, 27 anos, foi condenado a 28 anos de prisão em regime fechado e sem direito a recorrer em liberdade. A sentença foi conhecida no fim da tarde de terça-feira (18). Mesmo depois de negar todas as acusações e tentar culpar a ex-mulher pelo assassinato de Juliana Meggiato, o réu saiu direto para o Presídio Regional de Pelotas.
O júri popular que iniciou por volta das 9h40min condenou o réu em 22 anos por homicídio triplamente qualificado, cinco anos por aborto cometido por terceiro e um ano por furto simples. Conforme consta nos autos do processo, o celular da vítima foi encontrado com Leandro pela Polícia logo após o crime. O réu não poderá recorrer em liberdade, de forma que já cumpria pena em regime fechado desde 2013, saiu do júri e retornou para o Presídio.
Lagrimas, choros, mentiras e discordâncias foram alguns ingredientes do júri. A família que acompanhou todo o júri alega ter ficado aliviado de o réu ter sido condenado, mas lamentam que a pena tenha sido estipulada em apenas 22 anos pelo homicídio. "Não consigo definir a dor que sinto. Tudo o que quero é ver a justiça ser feita", disse a mãe, Angelita Meggiato A sessão foi presidida pelo juiz Paulo Ivan Medeiros. A acusação ficou a cargo do promotor José Olavo Passos. Na defesa do réu esteve o advogado Varlem dos Santos Obelar.
JULGAMENTO
O DEPOIMENTO do réu, Leandro de Oliveira durou cerca de 1 hora. Durante todo o tempo ele negou as acusações feitas e insinuou que a ex-mulher, Thaiciane, planejou e executou o crime. Diz ele que ela teria feito isso por ciúmes, e que constantemente eles brigavam por causa de Juliana.
Já a ACUSAÇÃO, feita pelo Promotor José Olavo, foi convicta, ele trouxe as evidências como a posse de um celular pertencente à vítima (objeto da ação de furto), ligações feitas no dia do crime e depoimento da ex-mulher, que contou à Justiça sobre as roupas sujas de sangue e revelou detalhes do crime, pesaram mais que a história contada pelo acusado.
A DEFESA, presidida pelo defensor público Varlem Obelar tentou pedir que o réu não fosse condenado. Segundo ele, as provas coletadas não eram suficientes para acusar Leandro. De nada adiantou, o júri foi convencido pela acusação e condenou o réu por unanimidade. O juiz Paulo Ivan estipulou uma pena total de 28 anos, em regime fechado.
RELEEMBRANDO
Juliana foi morta no dia 25 de julho de 2011. Seu corpo foi encontrado em terreno próximo à BR-116. A vítima, foi degolada, teve parte do braço esquerdo arrancado e foi escalpelada, ou seja, os cabelos e o couro cabeludo foram arrancados pelo assassino. O feto também morreu. As investigações apontaram para o ex-namorado como sendo o suspeito. O crime teria sido motivado porque a vítima insistia em reatar a relação.
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