Quarta, 01 de julho de 2026, 00:27h
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Uma análise, que compreende 2007 e 2013, coloca Pelotas na terceira posição do ranking de municípios onde mais se morre por atropelamento no Rio Grande do Sul. O estudo do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) identificou ainda que os acidentes acontecem com mais frequência de segunda a sexta-feira e no turno da noite.
"Ligados à imprudência, os atropelamentos de pedestres muitas vezes são discutidos através de um olhar onde o cidadão que está a pé tem apenas direitos e os condutores de veículos deveres." A colocação é do coordenador de educação para o trânsito, da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) de Porto Alegre, Juranês Castro. Pertencente a um grupo de estudos que discute as causas dos acidentes de trânsito, Castro destaca que o uso de substâncias psicoativas – outro motivo que frequentemente provoca acidentes – não se refere também apenas ao motorista. “Álcool e direção não é a única combinação perigosa no trânsito, álcool e pedestre também. Nestas condições, ninguém deve usar a via pública”, salienta Castro.
Entre as outras causas ligadas aos atropelamentos, o coordenador destaca o excesso de velocidade e a falta de atenção. Apesar dos elevados índices de acidentes registrados em Pelotas pelo Detran, o superintendente de Transportes e Trânsito de Pelotas, Flávio Al Alam, afirma que esta realidade está mudando. Segundo ele, a avenida Fernando Osório, por exemplo, que, informalmente, carregava o título de campeã de acidentes entre veículos e pedestres, com média de 23 atropelamentos anuais, não tem registros de vítimas fatais desde a entrega das obras de revitalização.
Para Alam, o que contribui para o problema é a posição de cidade polo que Pelotas ocupa entre os municípios da Região Sul. Além dos 183 mil veículos emplacados na cidade, ainda é preciso conviver com a circulação de moradores da região que buscam a saúde, a educação e o comércio pelotense. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro é dever do condutor proteger o pedestre. Porém, para este, também há exigências. O uso da faixa de segurança, por exemplo, nem sempre está claro para quem está a pé. Os carros precisam, sim, parar, mas o pedestre também precisa pisar nas listras demarcadas e sinalizar que deseja atravessá-las.
Fonte: Assessoria de Imprensa
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