Ter�a, 30 de junho de 2026, 19:23h
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O assassinato da adolescente Luana Pepe, 14, se estendeu por dois dias. Em júri popular o Ministério Público conseguiu a condenação dos dois guardadores de carros Luís Carlos Porto da Silva, 46, e, Jackson Brizolara Silva, 39, que dizem ter encontrado o corpo da menina desaparecida a caminho da escola e achada morta 15 dias depois, em um terreno baldio na avenida Juscelino Kubitscheck, em Pelotas.
Contra os dois pesou o laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP) que apontou a existência de fios de cabelo da garota na casa onde os dois viviam. No entanto, os acusados negaram a participação no crime e dizem ter visto uma terceira pessoa andando pelo local, onde o corpo foi encontrado, dias antes. Esse suspeito já foi intimado pela polícia, porém não apresentava indícios que o incriminassem.
O promotor, José Olavo explica que o fato do terceiro homem não identificado ter participado do crime, não isenta a culpa dos dois réus condenados. “O terceiro envolvido será investigado pela polícia em novo processo se necessário e irá a júri também”, salientou o promotor.
Juri
O júri popular iniciou por volta das 09h30 e terminou com a sentença de condenação dos dois réus. Jackson Silva foi condenado a 11 anos de prisão em regime fechado, porém, com bom comportamento a pena ainda pode ser reduzida. O mesmo acontece com Luís da Silva que foi condenado a 26 anos e seis meses de prisão. Os acusados saíram do júri e foram encaminhados para o presídio regional de Pelotas, onde iniciam a pena. A pena de Jackson sofreu uma redução por ter confessado participação no crime durante o interrogatório.
Ainda assim, ele (Jackson Silva), alega que o terceiro indivíduo foi quem cometeu o crime. Durante o interrogatório, o acusado confessou ter visto o outro homem levar a menor em um veículo Corsa Sedan. O policial Júlio, investigador do assassinato, alega ter interrogado o terceiro possível participante, mas diz não ter provas contra ele. Quanto ao carro usado para levar a menina, o policial diz ter examinado, mas o mesmo, já teria sido vendido e lavado, não restando provas para o Instituto de Perícias.
Interrogatório
O pai da vítima prestou depoimento na ocasião, mas diz não saber muito sobre o crime. Apenas esclareceu que recebia mensagens no celular de um desconhecido, afirmando que estaria com a sua filha. O autor das mensagens foi identificado pela polícia, mas ainda não há provas contra ele. Já o pai da vítima alega ter sido um pai presente e sempre muito rígido com a menina, não permitindo que ela saísse sozinha ou falasse com estranhos pelo celular.
Os réus só foram falar à tarde e em seus depoimentos e apresentaram versões diferentes para o crime. Enquanto Jackson apontou Luis Carlos e outro homem, que não foi identificado pela polícia e nem pelo Ministério Público como os autores do assassinato, Luis Carlos disse não ter qualquer envolvimento no crime.
O investigador, advogado de defesa, Marcos Silva e Silva, levantou a suspeita de que o terceiro suspeito, amigo do réu Jackson, teria participação no crime, mas não foi escutado pela delegacia de polícia. No final da tarde, durante o depoimento de Luís Carlos, o clima esquentou. O advogado Antonio Ernani Pinto da Silva Filho irritou-se com as perguntas feitas a seu cliente pelo advogado Marcos, defensor de Jackson.
A discussão virou bate-boca e o juiz Paulo Ivan Medeiros decidiu suspender a sessão por aproximadamente meia hora para arrefecer os ânimos. A partir disso a previsão do início dos debates entre defesa e acusação foi adiada para a noite se arrastando até às 4 horas da madrugada de quinta-feira a sessão.
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