Ter�a, 30 de junho de 2026, 14:41h
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Durante uma semana, Piratini viveu uma situação que foi um convite à criminosos do centro do Estado, que tem focado os pequenos municípios para praticar delitos.
Na garagem do quartel da Brigada Militar, estavam paradas, desde a metade do ano, duas camionetas com a mecânica quase que totalmente avariada. Em dezembro do ano passado, elas ganharam a companhia de duas motos e, por último, de um Prisma, único que até então, mesmo em péssimo estado, abrigava a guarnição de serviço no patrulhamento e atendimento às ocorrências.
Na segunda-feira (12), um policial, indignado com o descaso por parte do Estado revelou: “No final de semana soubemos de um homem bêbado guiando um trator por boa parte da cidade, subindo em calçadas e batendo em um muro. No sábado há relatos de uma troca de tiros no balneário e, para completar o quadro desastroso, uma moto foi roubada agora a pouco”, disse, para logo a seguir desabafar: “Não atendemos a nenhuma das ocorrências. Não temos como, pois estamos a pé. Está um caos e o valor para o conserto das três viaturas beira os R$ 60 mil.”
Providências
Após o levante na imprensa regional que, a partir dos órgãos de imprensa locais, passaram a mostrar o drama vivido pela corporação, o 4º Batalhão de Polícia Militar, situado em Canguçu, repassou uma Picape que integrava a frota do município vizinho para que a situação, vista como absurda, fosse amenizada.
Segundo informações, à viatura chegou à cidade às 2h da madrugada da terça-feira (13), foi equipada com alguns itens que faltavam como estepe e extintor de incêndio e, imediatamente, foi para as ruas ajudar na segurança.
A gravidade fez com que o vereador pedetista Sérgio Castro interrompesse o recesso e, partir da bancada na Câmara de Vereadores, liderasse um movimento na imprensa do Estado para que o problema ganhasse visibilidade.
O legislador está ainda liderando a Frente em Defesa da Segurança Pública no município, o que gerou contatos com forças políticas em Porto Alegre. “Estamos tentando uma audiência na Secretaria de Segurança Pública, tendo em vista não só o sucateamento da frota, mas também a drástica redução do efetivo, já que entre março e julho se aposentaram mais cinco sargentos, o que nos deixará com apenas 16 homens para fazer a segurança”, contabiliza o parlamentar.
Castro, que recentemente esteve no Comando Regional da Brigada Militar em Pelotas cobrando uma solução, pesquisou e, os números decorrentes desta consulta à história do efetivo mostram a falência no que diz respeito à reposição no Estado. “Nos anos 80 em Piratini tínhamos 82 policiais prestando serviço, hoje são apenas 21, o que tende a piorar em 2015”, conclui.
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