Ter�a, 30 de junho de 2026, 07:27h
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Registro dp Boletim de Ocorrência foi feito na tarde de quarta-feira (18), na Delegacia de Polícia do município
"Licitações e contratos podem atrasar diversos processos e prejudicar município", alegou servidor
Ao retornar ao trabalho depois do feriado de Carnaval, servidores públicos da Prefeitura depararam-se com o arrombamento do prédio e a falta de quatro computadores portáteis, levados pelos criminosos.
Os criminosos entraram na sede do prédio através de uma janela lateral, da Secretaria de Finanças, de onde levaram um notebook. Os outros três notebooks da marca CCE, foram furtados do Setor de Licitações e Contratos.
Segundo levantamento dos servidores, o valor estimado dos computadores está na casa dos R$ 4 mil. Contudo. No entanto, o mais importante são os inúmeros e cruciais dados e arquivos existentes nas máquinas.
Para o servidor Jean Soares Mendes, de 52 anos, as informações que os notebooks portam são essenciais para o transcorrer de diversos processos licitatórios e contratos. "Temos documentos de licitações em andamento e sem eles, atrasaremos em muito vários processos. Isso prejudica não somente a Prefeitura, mas todos os munícipes", ressaltou Mendes.
O registro do Boletim de Ocorrência foi feito na tarde de quarta-feira (18), na Delegacia de Polícia do município. Porém, já estão sendo analisadas preliminarmente as imagens do sistema de câmeras de segurança de um estabelecimento comercial próximo, que podem ter flagrado a ação dos criminosos.
Videomonitoramento, uma "realidade distante"
Em agosto do ano passado, a Câmara de Vereadores promoveu uma audiência pública com representantes da Segurança Pública do Estado, onde foi debatida a implantação de um sistema de videomonitoramento em diversos pontos do município.
Na época, um servidor havia apresentado uma base desse sistema, que custaria em torno de R$ 14 mil para o município. Também na oportunidade, o prefeito Vilso Gomes (PSDB) mostrou-se esperançoso e afirmou que o videomonitoramento iria ser implantado na cidade.
Entretanto, cinco meses após esse debate, que coibiria a ação de vandalismo e furtos e auxiliaria na identificação de criminosos, o projeto continua estagnado e não saiu do papel. Indagado sobre o videomonitoramento, o secretário de Administração, Humberto Porto, informou que ainda está sendo feito um estudo de viabilidade técnica do projeto, mas que a ideia inicial de implantá-lo continua de pé.
Em reunião em Porto Alegre no mês passado, o vereador Sérgio Castro (PDT) garantiu que seu correligionário, deputado federal Pompeu de Matos, destinaria uma emenda parlamentar para a instalação do videomonitoramento na cidade, mas devido aos trâmites legais e burocracia existentes, essa verba deverá chegar somente em 2016 aos cofres do município.
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