Ter�a, 30 de junho de 2026, 06:11h
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Rita Matos, 35, declarou já ter sido inclusive agredida por filho de 17 anos
O desespero de uma mãe que parece não ter fim, fez com que Rita Luana de Matos, de 35 anos, procurasse a imprensa para falar sobre o drama vivenciado por ela há cerca de cinco anos, quando seu filho iniciou a cometer atos infracionais.
Integrante de um grupo de jovens responsável por arrombar estabelecimentos comerciais no município, o menor de 17 anos acumula uma extensa ficha na polícia, com mais de seis registros de crimes considerados atos infracionais, devido a sua menor idade penal. O último deles, ocorrido na tarde de terça-feira (24), quando ele e mais dois indivíduos, foram apreendidos com motocicletas em Pinheiro Machado.
Todavia, outras tantas infrações completam a lista. Uma delas, o arrombamento de uma banca do camelódromo municipal; além do arrombamento do Sindicato dos Funcionários Municipais, na qual a própria Rita identificou um dos objetos furtados e entregou o filho à polícia.
"Meu convívio com ele em casa é péssimo. Moro também com minha mãe e ele já nos agrediu várias vezes. Verbalmente é incontável o número de xingamentos, mas o pior são as agressões físicas; em alguns momentos me da socos nos braços", relatou a mãe.
Rita espantou-se ao saber que além do filho ser usuário de drogas, ainda mantinha um instrumento bélico dentro de casa. "Já peguei ele traficando, com maconha em nossa residência. Descobri que meu filho teve uma arma calibre 38 dentro de casa. Minha vida está horrível", desabafou.
"Começou roubando bicicleta, trazendo para dentro de casa e só foi piorando. Tenho muito medo que meu filho possa vir a matar uma pessoa ou aparecer morto", contou , vislumbrando uma internação direta do filho como única saída para tentar sanar os problemas do menor.
"Já procurei a promotora e o juiz várias vezes, mas ninguém me dá um alento. O Conselho Tutelar somente traz ele e me entrega, mas não adianta nada. Acredito que a internação dele é uma alternativa que peço as autoridades", mencionou ela, ao lembrar que o filho já esteve internado no hospital local, mas fugiu no quarto dia.
Por fim, Rita fez um apelo final as autoridades e ratificou o pedido de internar o filho. "Ele sabe que o serviço comunitário não adianta nada. Estou completamente desesperada e exijo que a justiça me ampare e interne meu filho", concluiu.
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