Ter�a, 30 de junho de 2026, 03:33h
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Uma ação orquestrada, amplamente planejada e que certamente levou em conta, ao escolherem Piratini, a facilidade das várias rotas de fuga existentes ao lado da ERS 702.
Essas são algumas das características do assalto à agência Sicredi, situada na avenida Maurício Cardoso, ocorrido no dia 5 de março.
Imagens registradas pelo sistema de segurança e liberadas pela Polícia Civil mostram a chegada de cinco homens fortemente armados, a maioria com pistolas, e também com um fuzil com alto poder de fogo.
Usando capuzes e máscaras cirúrgicas para ocultar o rosto, eles desceram de uma Ecosport de cor vermelha e entraram no prédio. Imediatamente, um deles joga uma pedra na estrutura de vidro que divide o espaço dos caixas eletrônicos e o restante do banco.
A pedra não surte o resultado esperado. Assim, quatro deles se afastam e começam a disparar inúmeras vezes na direção do segurança, o que também quebra a porta giratória.
Nenhum dos tiros atinge o vigilante que, a seguir, foi agredido com uma coronhada e ameaçado, para que dissesse onde se encontrava o gerente. “De um lado da cabeça eu tive uma pistola apontada e, do outro lado, um fuzil. Um deles dizia: “atira no segurança que ele fala onde tá o gerente”, contou o vigilante.
Às imagens mostram que, atipicamente, já que tudo aconteceu por volta das 14h, apenas quatro clientes se encontravam à espera de atendimento e, no desespero, alternaram sua posição entre se manter sentados nas cadeiras e jogar-se no chão.
As imagens também mostram que um dos criminosos pula a divisória dos caixas e rende uma funcionária, que é ameaçada para que abra o cofre onde ficam armazenadas as grandes quantidades de dinheiro.
Segundo testemunhas, toda ação não durou mais que dois minutos, pois possivelmente foi interrompida devido ao cofre ter um dispositivo que só libera a porta dez minutos após a senha ser inserida.
A quadrilha saiu levando apenas o dinheiro dos caixas e, ao acessarem a ERS-702, espalham os chamados “miguelitos”, pequenas peças pontiagudas confeccionadas em ferro que objetivavam furar os pneus das viaturas da polícia em caso de perseguição.
A quatro quilômetros da cidade, os criminosos atearam fogo na Ecosport e fugiram em uma Picape de cor branca.
A polícia ainda não se manifestou sobre o assalto, alegando que isso poderia atrapalhar as investigações.
Fonte: Blog Eu Falei
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