Segunda, 29 de junho de 2026, 21:50h
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Nesta terça-feira (24) pela manhã, começou o julgamento de um dos casos de maior repercussão de Pelotas. Rodrigo da Silva Xavier, jovem de 25 anos conhecido como “Xico”, foi morto com um tiro por engano na esquina da Telles com Tiradentes no Centro da cidade.
Ele foi baleado na madrugada, quando saía de uma festa e dois PMs de Camaquã passaram em um carro atirando. Somente um deles, Diego Weiduschadt, 30 anos, está sendo julgado porque o outro, Marcos Canez Lacerda, interpôs um recurso. Marcos é suspeito de ter efetuado o disparo, enquanto Diego é suspeito de ter conduzido o automóvel. Ambos teriam confundido “Xico” com outra pessoa com quem haviam se desentendido em uma boate.
O promotor e amigo da família Rodrigo Meireles Caldas foi a primeira testemunha de acusação. Ele contou que a mãe da vítima entrou em depressão profunda após o assassinato e que a vítima era de um grupo de jovens católicos. Formado em administração, “Xico” trabalhava com a família em uma loja de vinhos própria. Ele é descrito como alegre e carismático.
O assassinato teve tanta repercussão que uma semana após a morte, cerca de 300 pessoas se reuniram em vigília na madrugada no mesmo local da morte, em protesto. Nesta terça-feira, a plateia estava lotada com amigos e familiares de camisetas brancas pedindo por Justiça.
O Ministério Público, representado pelo promotor José Olavo dos Passos, pede por homicídio qualificado.
Fonte: Rádio Gaúcha
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