Segunda, 29 de junho de 2026, 18:17h
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A mais recente briga ocorrida na praça Inácia Machado da Silveira (Palanque), entre grupos rivais formados principalmente por menores, na noite de sexta-feira (10), quando um adolescente foi espancado por mais de uma dezena de elementos, levou a moradora mais antiga do local, que da metade de 2014 para cá se tornou o ponto de encontro para confrontos de gangues, a desabafar e pedir providencia.
Por medo de represálias, já que a porta de sua casa já foi chutada várias vezes, ela, que é professora aposentada e reside em frente ao Palanque há 30 anos, culpa a inércia das autoridades e aponta a venda e o consumo de álcool e drogas ilícitas ao ar livre como fatores que desencadeiam os confrontos. “Já chamei incontáveis vezes a Brigada Militar e em muitas delas os policiais não compareceram. A justiça, já que o Fórum fica em frente, o Ministério Público, e até mesmo a Prefeitura deveriam formar um conjunto de ações para que as brigas cessassem”, sugere a professora de 56 anos.
Quanto a drogadição, ela afirma que já presenciou a comercialização que leva à violência. “Por medo de ser atingida pelas brigas eu já não fico na frente de casa à noite. A bebida para menores é vendida livremente. A droga corre frouxa quando as gangues se encontram, e já vi o traficante entregando. Ouvi quando ele disse que era de boa qualidade e cobrou R$ 100 pelo que entregou”, denuncia.
Segundo sua visão, será necessária uma tragédia para que de fato os órgãos tomem uma posição com relação ao assunto, o que para ela tem origem de cunho social. “Estão esperando que ocorra uma morte para que providências sejam tomadas. Esses jovens são vítimas da sociedade, da falta de educação e de estrutura familiar”, opina.
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