Segunda, 29 de junho de 2026, 17:04h
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O juiz Regis da Silva Conrado anunciou, na noite de 16 de abril, a sentença do júri popular de Bernardo Bubolz Böhm. O estudante de 22 anos foi condenado a 13 anos de prisão, em regime inicialmente fechado. O julgamento iniciou às 9h e teve quase 12 horas de duração. Ele cumprirá a pena no Presídio Estadual de Canguçu, onde está preso desde setembro de 2012.
O jovem era réu no processo do crime que tirou a vida de Maiara Schellin Köhler, em julho de 2012, quanto ela tinha 20 anos. Maiara foi morta por estrangulamento e teve o corpo abandonado em um matagal na localidade do Rincão dos Maias, 1º Distrito de Canguçu. Bernardo foi julgado pelo crime de homicídio duplamente qualificado, morte causada por asfixia e por motivo torpe.
Na época do crime, o estudante estava no curso de Engenharia de Petróleo da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Maiara trabalhava na Padaria Frischtick, na avenida 20 de Setembro, quando desapareceu em uma noite de sábado, em julho daquele ano, e não foi mais vista pela família, até ser encontrada morta.
Tão logo acabou o julgamento, alguns dos personagens concederam entrevista à Rádio Liberdade AM:
Advogada criminalista Ana Cláudia Lucas, que atuou na defesa do réu
“A defesa manifesta conformidade com a decisão dos jurados. Neste primeiro momento, podemos dizer que a pena (13 anos de prisão em regime inicialmente fechado) foi dosada e nos limites da culpabilidade e da responsabilidade indicada pelos jurados.”
Promotor de justiça Bill Jerônimo Scherer, que apresentou os recursos de acusação
“O Ministério Público fica satisfeito com o resultado condenatório, o que não significa que esteja feliz. A justiça foi feita, respeitando os direitos do réu. As penas ficaram um pouco aquém daquilo que a comunidade esperava, mas é pelo fato de que as penas previstas para o crime de homicídio no Brasil são realmente baixas. Um eventual aumento do período, que vai ser estudado pelo Ministério Público, não representaria uma alteração muito significativa na condenação.”
Nilmar Köhler, tio da vítima
“É pouco (o tempo de condenação), mas, do jeito que está hoje em dia, já é uma boa quantia de anos. Por 13 anos, ele (o réu) vai sentir bastante, para nunca mais fazer o quê fez. Isso é um chapéu para ele não cometer mais crimes. Pelo menos, agora alivia um pouco o nosso coração.”
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