Domingo, 28 de junho de 2026, 17:21h
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Operação Reação em Cadeira foi contra o tráfico de drogas e roubos; quadrilha tinha participação no assalto às linhas de ônibus da Planalto e Embaixador que ocorreram há cerca de dois meses
Policiais da 2ª Delegacia de Polícia (DP) de Pelotas desencadearam, na manhã desta quinta-feira (16), a operação Reação em Cadeia, em Pelotas e Capão do Leão. A ação teve como objetivo o combate ao tráfico de drogas e roubos e cumpriu 25 mandados de busca e apreensão e 17 de prisão, expedidos pela Justiça. Durante as investigações, foram presas 25 pessoas e apreendidos diversos celulares, armas, espingardas e munições. Após os trâmites legais, os presos foram encaminhados ao sistema prisional gaúcho.
Segundo os delegados Márcio Steffens e Rafael Lopes dos Santos, que coordenaram as ações, o bairro Jardim América era o principal reduto da organização criminosa investigada. O grupo seria responsável por dezenas de assaltos a pedestres e a comerciantes nos mais diversos pontos de Pelotas, tudo em razão do intenso tráfico comandado por eles. Alguns dos presos também são suspeitos de participação em latrocínios e homicídios.
Quadrilha
Em coletiva de imprensa realizada logo após a operação, o delegado Rafael Lopes, titular da 2º Delegacia de Polícia em Pelotas, atentou ao fato de que a quadrilha tinha participação no assalto às linhas de ônibus da Planalto e Embaixador que ocorreram há cerca de dois meses. Segundo Lopes, o assalto foi comandado de dentro do presídio pelo líder do grupo, que era o alvo principal da operação.
O principal investigado, Adenis Luiz Matias da Silveira, no entanto, já está morto. Ele foi executado no interior de um táxi no dia 9 de julho deste ano. Coincidentemente, no mesmo dia que havia sido concedido ao ex-presidiário um regime de progressão, ou seja, por bom comportamento ele poderia cumprir o restante da pena em regime semiaberto. Silveira estava preso por tráfico de drogas pelo Judiciário, porém, continuava sendo investigado pela Polícia.
A esposa, que também estava sendo investigada, foi presa durante a operação. A maioria dos suspeitos já possui antecedentes policiais. Eles são investigados por furto de caixas eletrônicos, roubo de veículo, tentativa de homicídio, assalto à pedestre, roubo qualificado, tráfico de drogas, porte ilegal de armas, entre outros. Todos os presos têm ligação com a quadrilha e estão em prisão temporária até que o inquérito da Polícia Civil seja entregue no Judiciário e os fatos sejam esclarecidos.
O delegado, durante coletiva, também ressaltou para o fato de que os criminosos teriam um símbolo identificador. Segundo ele, todos as pessoas envolvidas em crimes geralmente tatuam alguma imagem. Neste caso, os suspeitos tinham as letras PCJ (Primeiro Comando do Jardim). A operação durou cerca de três horas e o total de presos foram 25 durante toda a investigação, que iniciou em dezembro de 2014. A operação contou com o auxílio de policiais de todas as delegacias de Pelotas e alguns agentes de São Lourenço do Sul.
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