Domingo, 28 de junho de 2026, 13:37h
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Emoção e revolta eram sentimentos demonstrados pela maioria das pessoas que acompanharam o sepultamento do vigilante Luiz Carlos Melo Azambuja (Kaio), 37, ocorrido na manhã de terça-feira no cemitério Santa Tecla. Ele foi morto com um tiro na nuca e sete na boca na madruga de segunda-feira, entre as ruas 1 e 2 da vila Maria, no bairro Theodósio em Capão do Leão.
Segundo a polícia há prováveis indícios de que a vítima tenha sido atraída até o local do crime e sofrido uma emboscada, sem possibilidades de qualquer reação. Familiares de Kaio disseram à polícia que em seu celular consta gravada mensagem de texto marcando encontro no local onde ocorreu o assassinato. A polícia investiga a possível participação de uma mulher no crime. Testemunhas que não se identificaram disseram à polícia que, após os tiros, dois homens fugiram a pé em direção a um matagal próximo ao local onde o vigilante foi morto.
Outra hipótese apontada pela Polícia Civil é de que a vítima tenha sido assassinada com disparos de sua arma, que foi encontrada ao lado do corpo, sem munição e com os cartuchos deflagrados. A comprovação de que as balas eram da própria arma do vigilante será apurada pela perícia técnica. É o terceiro assassinato em Capão do Leão somente em julho. Estatística nunca vista antes pelos leonenses, que estão preocupados com o aumento da violência no município.
Luiz Carlos Azambuja era solteiro e possuía mais quatro irmãos - dois homens e duas mulheres, e era considerado pelos amigos e pelos familiares como um homem trabalhador, mas acabou sendo vítima da criminalidade, praga que ele combatia no dia a dia de seu trabalho como vigilante.
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