S�bado, 27 de junho de 2026, 21:25h
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Um assalto ocorrido próximo das 12h30 de segunda-feira (21), fez uma vítima fatal no popular Restaurante 49, situado no quilômetro 60 da BR-293.
Conforme relato de Éverton da Silveira Lopes, de 27 anos, no Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia de Polícia de Piratini, no horário citado três homens, que chegaram fortemente armados em um veículo Monza, anunciaram o assalto, levando pertences de clientes que almoçavam no local.
Após praticarem o crime, os criminosos se depararam com Lopes, que estava próximo ao restaurante, e tentaram rendê-lo. Neste momento, seu pai, Dirnei Centeno Lopes, de 63 anos, que se encontrava em um prédio em anexo ao estabelecimento, onde funciona uma empresa de negócios rurais da família, atirou nos assaltantes que revidaram o atingindo no abdome.
Os assaltantes fugiram em direção à Pelotas em um carro pertencente a um cliente que almoçava no local. O mesmo foi abandonado na localidade Capela da Buena.
Ainda vivo, Dirnei foi levado pelo filho para o Pronto Atendimento do Hospital Nossa Senhora da Conceição, mas devido à gravidade, morreu no caminho.
A fuga
Não se sabe ainda como, mas o trio se somou a mais um comparsa e todos fugiram para o município de Morro Redondo, passando a circular na localidade de Cerro da Buena, distante 10km da sede, onde roubaram mais dois carros. Perseguidos pela Brigada Militar, por volta das 22h30, acuados, decidiram invadir a casa de uma família, tornando um casal e seu filho de 17 anos reféns.
O cárcere privado se estendeu por toda noite e, na manhã de terça-feira (22), a filha do casal Adi e Nara Costa, que reside ao lado, ao sair para trabalhar em Pelotas, como é de rotina, foi ver a mãe que a esperava na janela. “Ela fez alguns gestos, mas eu ignorei e entrei na casa. Foi quando vi um homem com as mãos no bolso “, relatou. Após isso, ela saiu e chamou a Brigada Militar.
Encurralados, os próprios bandidos, dois deles foragidos do sistema penal, fizeram contato com uma emissora de televisão exigindo que uma equipe se deslocasse até o local como condição inicial para se renderem aos cerca de quarenta policiais civis e militares que, em dez viaturas de três cidades, cercaram a casa.
A partir daí, teve início uma longa negociação que envolveu dois advogados também exigidos por eles e uma policial militar. Eles mantiveram sucessivos e longos contatos via telefone celular quando negociaram inicialmente a entrega de parte do armamento existente com os homens, o que ocorreu por volta das 12h, quando um dos sequestradores jogou pela janela um revólver.
Com a chegada do pai de um dos autores do fato, a negociação finalmente apontou para um desfecho positivo e, às 13h40, eles resolveram se entregar e libertar a família que, devido ao abalo psicológico, precisou de atendimento médico no local.
Após o desfecho, foram apreendidos quatro revólveres e uma garrucha usada nos crimes.
Três dos acusados foram identificados como Cesinha, Rodrigo Sujo e Rosauro. Um quarto ainda não havia sido identificado.
Fonte: Tradição Regional
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