S�bado, 27 de junho de 2026, 20:11h
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O titular da Delegacia de Polícia (DP) de Piratini, delegado Rafael Vitola Brodbeck, convocou os órgãos de comunicação locais para uma coletiva de imprensa na tarde de quarta-feira (23). A coletiva tinha como tema a prisão dos criminosos que fizeram uma família refém no interior de Morro Redondo e são apontados como autores do latrocínio que vitimou o empresário Dirnei Lopes, de 63 anos.
Brodbeck começou a coletiva fazendo um relato de como iniciou a ação policial. Segundo o delegado, desde o momento do latrocínio os órgãos policiais trabalharam incessantemente até a rendição dos criminosos. "Tínhamos um perímetro cercado onde eles poderiam estar. Esses marginais tentaram fugir e invadiram uma casa, fazendo um casal e um adolescente como reféns. A informação do cárcere chegou através de uma filha da vítima, que foi até a residência e percebeu a situação de risco, acionando a Brigada Militar", detalhou.
"Eu e agentes da DP local nos deslocamos imediatamente até Morro Redondo quando soubemos que estaria tendo uma "crise", como chamamos. O delegado da Defrec, Guilherme Calderipe, e a capitã Vanessa conduziram as negociações, que felizmente ocorreram com êxito”, mencionou.
Sobre a presença de um quinto elemento da quadrilha, Brodbeck acredita que esse indivíduo possa ter sido abandonado ferido pelo resto do bando. "Há uma forte suspeita, pois quando encontramos os carros utilizados na fuga, eles estavam com bastante sangue e nenhum dos delinquentes presos tinha ferimentos recentes. O tempo inteiro na casa eles conversaram sobre a presença de um tal de "Gordo". Nós juntamos as peças e achamos que esse Gordo pode ter ficado mais ferido e eles tenham o abandonado a campo. Possivelmente venhamos a encontrar um cadáver por ai", esclareceu.
O delegado informou que o inquérito policial pelo latrocínio será feito pela Delegacia de Polícia de Piratini. "Legalmente, nós temos 30 dias para concluí-lo, mas se não tivermos provas suficientes para esse inquérito ser remetido à Justiça, vamos pedir um novo prazo", assegurou.
"Eles tinham medo de uma execução, principalmente pela presença da Brigada Militar, que estava fortemente armada. A negociação não é simplesmente para preservar a vida dos bandidos, mas também para preservar as vítimas e os próprios policiais", concluiu.
Fonte: Tradição Regional
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