S�bado, 27 de junho de 2026, 05:15h
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Agosto deste ano era a previsão para entrar em funcionamento as 26 câmeras de monitoramento instaladas na cidade de Canguçu que ainda não são consideradas aliadas de comerciantes e moradores na prevenção contra o crime. No final daquele mês, foram instalados os postes que dão suporte às câmeras de segurança. Em seguida, a empresa Digital Tech fez a instalação de internet fibra óptica e ligou as estruturas com a central de videomonitoramento, que fica em uma sala adaptada junto ao prédio da Brigada Militar, na rua Glicério Boaventura, no Centro. A estimativa inicial era de que fossem necessários 16 quilômetros de fibra óptica para deixar o sistema em pleno funcionamento.
Falta de material humano impede funcionamento
Um convênio firmado com o governo do Estado indica que policiais da reserva da BM serão preparados para o trabalho na sala de videomonitoramento, onde monitores de TV vão exibir em tempo real, durante 24 horas por dia, a movimentação na cidade a partir das imagens capturadas pelas câmeras. A medida é justamente para não reduzir ainda mais o número de policiais que atuam na rua, no serviço ostensivo.
O problema é que ainda não foi disponibilizado este pessoal. “Temos reivindicado ao governo do Estado uma audiência com o secretário da Segurança Pública (Wantuir Francisco Jacini). Ele recebeu o nosso projeto há algum tempo, mas não tinha conhecimento do convênio firmado para a cedência de policiais para atuarem no videomonitoramento”, afirma o prefeito, Gerson Nunes.
Uma falha de comunicação, no entanto, continua mantendo a comunidade de Canguçu insegura, sem poder contar com o projeto cujo investimento foi de R$ 1 milhão. “Desde aquela data não conseguimos mais fazer contato direto com o secretário e agendar uma reunião para tratar do assunto. Pedimos ajuda aos deputados da região e aos vereadores da base do governo neste sentido”, apela Nunes.
Enquanto isso, estabelecimentos comerciais continuam sendo vítima de criminosos. A Abastecedora Mega, na rua Teófilo de Mattos, e a loja Toque Final, na rua Maria Conceição Monteiro Bento, foram alvos recentes. “O projeto está praticamente concluído, pois a empresa Digital Tech fez a instalação das câmeras no prazo previsto. Agora, estamos aguardando para dar o treinamento e não sabemos como a Brigada Militar vai fornecer policiais para esta função.”
Onde estão as câmeras
O projeto iniciado ainda em 2013, com recursos do Ministério da Justiça, irá contribuir com a Brigada Militar e a Polícia Civil para monitorar ações criminosas na cidade e também agilizar a captura de suspeitos. As câmeras estão em três pontos de saída da cidade, no trevo principal, no trevo da RS-265, próximo à escola Geraldo Antônio Telesca, e no trevo localizado na Nutrisa. As outras 23 câmeras ficam espalhadas em diversos pontos da cidade, como as ruas General Osório e General Câmara, na avenida Vinte de Setembro, nas proximidades de escolas com maior circulação de alunos, como a João de Deus Nunes e Escola Técnica Estadual de Canguçu (ETEC), no lado externo do Ginásio Municipal Conrado Ernani Bento, entre outros locais. O Parque Turístico Mirante Nossa Senhora da Conceição também será vigiado. Os critérios foram os locais de grande circulação de pessoas e vias de fuga em casos de crimes.
Características dos equipamentos
16 das 26 câmeras têm capacidade para girar 360º e outras sete são fixas. Mas são três que podem ser consideradas uma novidade no Rio Grande do Sul, pois possuem um sensor colocado no asfalto e ligado à câmera. Com este recurso, quando o veículo passa pelo sensor, uma foto das placas é registrada e encaminhada para o sistema de monitoramento. Se o veículo for furtado ou roubado, por exemplo, os órgãos de segurança recebem esta informação em poucos minutos.
Fonte: Tradição Regional
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