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A suspeita é de que o motociclista trafegava em alta velocidade no momento do acidente, já que o velocímetro do veículo travou em 110 km/h
Na noite de quinta-feira (02) uma tragédia chocou os moradores de Pedro Osório. Em um acidente ocorrido na av. José Bonifácio, em frente à Igreja Matriz, um motociclista, que fazia a entrega de um lanche, trafegava na avenida na direção centro/bairro quando atropelou uma mãe grávida de sete meses e seu filho.
Segundo testemunhas, Bianca Velleda dos Santos, 32 anos, que carregava o filho, Caio dos Santos Rossanes, de três anos, no colo, estava indo para casa quando foi atingida pela moto, dirigida por Diego Silva da Rosa, de 23 anos. Após o impacto, as vitimas foram encaminhas a Santa Casa de Pedro Osório e em seguida ao pronto-socorro de Pelotas, mas não resistiram aos ferimentos. Bianca trabalhava na Câmara de Vereadores de Pedro Osório. O município declarou luto oficial por três dias.
O piloto da moto, Diego Silva da Rosa, que sofreu ferimentos leves, colocou-se a disposição do Polícia Civil para fazer o teste do bafômetro e também exame de sangue. Ele foi ouvido e em seguida liberado. Rosa responderá o processo por homicídio culposo – quando não há intenção de mater - em liberdade. A suspeita é de que o motociclista trafegava em alta velocidade no momento do acidente, já que o velocímetro do veículo travou em 110 km/h, fato que está sendo investigado pela policia.
Números no Brasil
Conforme pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os números de acidentes de trânsito no Brasil preocupam. “Consideramos que 70% das causas [de acidente] são devidos a fatores humanos. E, agora, temos o problema das motocicletas: com o aumento da frota de motocicletas aumentou muito o número de acidentes devido a má condução do veículo”, disse Mercedes Maldonado, representante da OMS no Brasil. Segundo a pesquisa, as principais causas de acidente de trânsito no Brasil são excesso de velocidade (26%), infraestrutura rodoviária (20%) e motocicletas (16%).
Para o presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Ailton Brasiliense, as maiores vítimas de acidentes de trânsito no Brasil ainda são os pedestres, mas os motociclistas já ocupam a segunda posição. “Metade das pessoas que morrem anualmente é pedestre. Em segundo lugar, e crescendo enormemente, estão os motociclistas. Há também uma questão que envolve o excesso de velocidade com ou sem álcool e a da má habilitação”, disse ele. Já o presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), Mauro Ribeiro, alerta “temos lugares no país onde 50% dos óbitos são de motociclistas”.
Outro problema apontado é a má formação dos motociclistas. Segundo Wilson Kenji Yasuda, coordenador da Comissão de Segurança Viária da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), uma pesquisa recente feita com acidentados no trânsito revelou que 70% dos motociclistas envolvidos em acidentes não tinham carteira de habilitação.
Apesar da gravidade do problema, as políticas públicas que poderiam ajudar a reduzir os índices de acidentes envolvendo motocicletas esbarram na falta de informações confiáveis. Mauro Ribeiro, da Abramet, reclamou que não há dados anuais sobre acidentes de trânsito no país e os poucos números disponíveis não refletem a realidade do país, pois ignoram características particulares de cada região, de cada estado ou município, e nem levam em consideração o que causa os acidentes.
Fonte: Assessoria de Imprensa
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17-02-2012 - 13h41min
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