Quarta, 24 de junho de 2026, 18:15h
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Após 13 anos, o julgamento de Valnir Treichel, acusado de ser o mandante do assassinato da ex-esposa Gleci Treichel, foi adiado para o dia 12 de julho, às 9h30min, no Fórum de Pelotas. O motivo, segundo o juiz da 1ª vara criminal, Paulo Ivan Medeiros, foi a ausência do advogado de defesa, Antônio Ernani Pinto da Silva Filho. Ele alegou estar doente e em repouso, mas não apresentou atestado médico.
A audiência desta terça-feira (21) iniciou com 30 minutos de atraso e o júri não chegou a ser formado. Valnir estava acompanhado apenas de um advogado cível. A família da vítima e do réu não compareceu. Ele é apontado pelo promotor José Olavo Passos como o principal réu do processo. Após um período preso, atualmente aguarda o processo em liberdade.
Os outros envolvidos são Milton Funari, acusado de ter contratado Ilson e Leonardo Oliveira para executar Gleci em 23 de abril de 2003. Os irmãos foram condenados a 16 anos de detenção. Já Funari, após fechar acordo de delação premiada, teve sua pena reduzida de 19 para 12 anos e 8 meses. No entanto, eles apelaram da sentença e também aguardam o novo resultado em liberdade.
O juiz apontou o defensor público Varlem dos Santos Obelar para representar Valnir Treichel se necessário. "Mesmo que o advogado não venha, o réu será julgado em julho", afirmou. A defesa havia apresentado pedido de adiamento da audiência. De acordo com Paulo Ivan, Ernani alegou que novos documentos foram anexados no processo pelo Ministério Público sem ter sido notificado. José Olavo desmentiu a acusação e o pedido foi indeferido.
A família Treichel é proprietária de um macroatacado em Pelotas. Gleci tinha 46 anos na época do crime. Ela foi sequestrada pelos irmãos Oliveira no Centro da cidade após levar o pai a uma consulta médica. O corpo foi encontrado no Passo dos Carros, interior de Capão do Leão, com um tiro na cabeça. O Ministério Público aponta que os Oliveira receberam R$ 60 mil cada um para matar a vítima.
Valnir, Funari e os irmãos ficaram na cadeia por apenas dois anos. Diversos recursos da defesa arrastam o processo por onze anos na Justiça.
Fonte: Radio Guaíba
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