Segunda, 15 de junho de 2026, 11:54h
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Um celular furtado envolvendo duas meninas, de 11 e 12 anos, e um jovem - de idade não informada pelas autoridades - como autor da ação. Seria só mais uma história policial se não fossem os fatos e desdobramentos a seguir.
Por ter furtado o celular, o jovem foi indiciado pela Polícia Civil, através do delegado Rafael Brodbeck, mas, quando finalizava o relatório do referido delito, adentrou a Delegacia local com a Brigada Militar, uma das garotas envolvidas, ferida no braço, foi até a Delegacia local e alegou que o jovem havia feito o machucado para se vingar da denúncia à Polícia. Isso, conforme informou o delegado, é grave e chama-se coação do custo do processo e, por conta da lesão, é suficiente para a prisão em flagrante.
Imediatamente, os agentes passaram a buscar o suspeito, o localizaram e, depois dos trâmites legais, o conduziram pela ERS-265 com destino final ao Presídio Regional de Canguçu. Ele negou, mas havia a prova e a testemunha.
O que parecia definido, logo a seguir teve um novo capítulo. Enquanto os policiais se deslocavam, adentrou a Delegacia a mãe da menina ferida e relatou ao delegado que o ferimento foi uma fraude para se vingar e incriminar o autor do furto.
“Não houve coação. Ele nem sequer estava próximo delas quando uma feriu a outra”, relatou a mãe. A amiga de 12 anos feriu a de 11, acionou a BM e depois o Pronto Atendimento para forjar a história toda.
Indignado, Brodbeck, que convive com a criminalidade, se mostrou surpreso com a capacidade de elaboração das envolvidas. “Elas forjaram uma situação para incriminar um inocente, que no outro fato foi indiciado como ladrão. Que pague por este fato, mas não pelo que não fez”, disse o policial.
Com os novos fatos nas mãos, Brodbeck apressou-se em fazer contato via telefone com os policiais que conduziam o suspeito e ordenou que o trouxessem de volta e o pusessem em liberdade. A menina com ferimento no braço não pode responder, mas a outra responderá como adolescente por denunciação caluniosa, pois acusaram uma pessoa inocente.
Fonte: Tradição Regional
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