Domingo, 14 de junho de 2026, 09:50h
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A Polícia Civil está em greve pelo segundo mês consecutivo. Desde a manhã desta segunda-feira (6), diversos serviços foram suspensos nas delegacias. A paralisação segue até o pagamento dos salários da categoria, o que está previsto para ocorrer em 14 de novembro.
Durante a greve, só casos urgentes serão atendidos. Para isso, cada órgão da Polícia Civil deve manter cerca de 30% do serviço. As viaturas não devem circular nas ruas. A determinação é de que os carros fiquem estacionados nas garagens das delegacias.
A greve é comandada pela Ugeirm Sindicato, que representa os agentes, inspetores, escrivães e investigadores. Segundo o presidente da entidade Isaac Ortiz, a paralisação é contra o parcelamento e a falta de segurança no Estado. "Não é possível um Estado que permita a chacina de crianças. Tivemos duas na semana passada: uma de 6 anos e outra de 11. Precisamos dar um basta nisso", disse Ortiz. Em outubro, a categoria também paralisou as atividades.
Durante a greve, apenas casos em flagrangete ou de maior gravidade - latrocínios, homicídios, estupros, ocorrências envolvido crianças, adolescentes e idosos e crimes contra a Lei Maria da Penha - serão atendidos. Neste período, os policiais não também vão realizar operações e ações, serviço cartório, entrega de intimações, oitivas, remessas de Inquéritos Policiais ao Poder Judiciário e demais procedimentos de polícia judiciária.
A ordem é que as viaturas não circulem pelas ruas. Os carros devem permanecer estacionados nas garagens dos órgãos vinculados à Polícia Civil.
Fonte: Correio do Povo
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