Domingo, 14 de junho de 2026, 03:13h
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Em coletiva de imprensa na manhã de quarta-feira (22), o delegado Rafael Brodbeck deu outros detalhes do interrogatório do único suspeito preso após o assalto. Ele contou que, com a ajuda de uma câmera instalada em uma casa noturna próximo ao Supermercado, o serviço de inteligência da Polícia Civil obteve os dados do proprietário do veículo usado na fuga, assim como o endereço: uma propriedade rural situada no 1º Distrito da cidade.
“Quando examinamos o carro o motor estava quente, então, questionamos à senhora que ocupa a residência se o veículo havia sido usado naquele dia. A resposta foi negativa. Requisitei então quem eram os filhos e ela nos forneceu o telefone dele”, relatou o delegado. Ele conta que foi então efetuada uma ligação para o número concedido e que o filho, informado sobre o que havia ocorrido, alegou estar em Pelotas, mas que iria ao encontro das autoridades, o que realmente fez e, antes mesmo de completar o percurso, acabou preso.
“Não tenho nenhum motivo para acreditar na versão dada por ele, que alegou ter sido mais uma vítima dos assaltantes. Disse que não sabe o que aconteceu após eles saírem do carro, que não os conhece e que foi obrigado a dirigir. Não determinei sua prisão porque nessa história, por enquanto, temos apenas um carro e um condutor que quando requisitado veio até nós, assim, nos faltou elementos para aprisioná-lo”, explicou.
O fato de o suspeito não ter acionado a Brigada Militar depois que, supostamente, foi liberado pelos bandidos e de sua mãe ter mentido em relação ao automóvel aumentam as desconfianças de Brodbeck. Ao finalizar, ele tem certeza que os criminosos fizeram um levantamento prévio do local, com a possibilidade de ajuda de alguém da cidade, pois sabiam o funcionamento e rotina, o que permitiu uma ação rápida que durou, no máximo, três minutos.
O fato de terem praticado o crime de cara limpa dá ao titular possibilidades. “Foi audácia ou desespero, ou os dois. Além disso, as imagens mostram um deles ordenando que os reféns sigam para uma direção e, logo a seguir, para outra, o que pode significar falta de experiência nessa modalidade de assalto”, concluiu.
Fonte: Tradição Regional
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