S�bado, 13 de junho de 2026, 18:14h
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Durante o seu depoimento, o réu Cristian Jessé Soares de Moura negou veementemente a participação no crime. Ele informou estar em Encruzilhada do Sul no dia em que Jaíne Centeno foi morta
Um dos julgamentos mais aguardados de Canguçu nos últimos anos teve início às 9h e terminou por volta das 20h30 de quinta-feira (7).
O Tribunal do Júri da Comarca de Canguçu, condenou o réu Cristian Jessé Soares de Moura a 27 anos e três meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pela morte da estudante Jaíne da Cruz Centeno, em março de 2016.
Cristian Jessé tem 29 anos, estava detido no Presídio Regional de Pelotas, e cumprirá as seguintes penas:
- Sequestro duplamente qualificado: 2 anos e 9 meses
- Tentativa de estupro qualificada: 4 anos e 8 meses
- Homicídio triplamente qualificado: 18 anos e 8 meses
- Ocultação de cadáver: 1 ano e 2 meses
O júri foi presidido pelo juiz de Direito da Comarca de Canguçu, Régis da Silva Conrado. Pelo Ministério Público, atuou o promotor de Justiça, Marcio Saalfeld.
Acompanhamento do julgamento
O site Canguçu On Line acompanhou o julgamento do Caso Jaíne Centeno desde a primeira hora da manhã até o início da noite. Os familiares mostravam nervosismo e pediam uma condenação do suspeito.
"O que foi feito não tem explicação, foi desumano e arrasou a todos nós. Teve repercussão nacional. Ninguém esperava que algo assim pudesse acontecer em uma cidade tão pequena como Canguçu. E pensar que isso acontece todos os dias no mundo", declarou Antônio Centeno, tio da vítima, em entrevista.
"A gente quer que a justiça seja feita. Se ele fez isso, que seja condenado. Os pais sofreram muito com a perda da Jaíne. É um assunto do qual evitamos falar. Hoje está sendo um dia mais difícil do que quando que ela foi encontrada, por que volta tudo o que a gente sentiu", comentou Alvaro Centeno, o outro tio da vítima.
Réu negou o crime
Durante o seu depoimento, o réu Cristian Jessé Soares de Moura negou veementemente a participação no crime. Ele informou estar em Encruzilhada do Sul no dia em que Jaíne Centeno foi morta.
O condenado ainda alegou não conhecer a vítima e que ficou sabendo do desaparecimento através de familiares que o avisaram. Cristian disse estar sendo acusado injustamente e que está sofrendo perseguição policial por já ter participado de vários furtos.
Fonte: Canguçu Online
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