S�bado, 13 de junho de 2026, 12:07h
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O assalto ao Supermercado Weege, ocorrido dia 21 de novembro deste ano, teve um novo capítulo revelado pela Polícia Civil.
Nesta manhã de sexta-feira (15), o titular da Delegacia de Polícia local, delegado Rafael Vitola Brodbeck, concedeu coletiva à imprensa para informar que o trabalho de sua equipe em conjunto com outros cartórios, identificou mais um elemento participante da ação.
Muito ajudou nessa elucidação, a prisão preventiva requisitada e efetuada por ele para J.A.S., de 45 anos, que residia a poucos quilômetros da zona urbana, e que até foi detido na noite da ação, mas solto logo depois por ausência de elementos que permitissem a prisão.
A polícia investigou nos dias a seguir, e reuniu provas que o tornaram suspeito do crime e não vítima, já que ele alegou que foi obrigado a dirigir o carro usado para a fuga após ter sido sequestrado por três elementos e, que um deles, teria ficado no veículo, no banco traseiro, com uma arma apontada para ele.
Com a ajuda de imagens captadas por uma câmera, a investigação concluiu que J.A.S estava mentindo, pois nunca existiu esse terceiro homem.
"Pessoas o viram circulando nesse Uno Mille pela cidade em horários diferentes. Inclusive, na hora em que ele afirmou ter sido capturado pelos demais. Também, o álibi dele não coincidiu com o que as testemunhas que o viram antecipadamente disseram. E também, as que ele disse estarem junto, falaram, portanto, que ele estava mentindo, e, inclusive, ele esteve no estabelecimento dias antes, agindo como olheiro em preparação ao assalto", contou o delegado.
O fato é que a prisão deste acabou o ligando à cidade de Rio Grande. Assim, a Civil passou a suspeitar que os demais ladrões pudessem ser deste município.
Como o rosto de um deles ficou bem evidenciado nas imagens do circuito interno de câmeras do supermercado, uma investigação em Rio Grande foi realizada e, sem surpresas e muito rapidamente, a equipe de policiais chefiados por Brodbeck descobriu que se trata de um apenado que cumpria até então, pena na penitenciária da cidade.
"Ele tem o apelido de Xampoo (foto), 40 anos. Tem histórico de roubos a estabelecimentos e estava na cadeia por ter sido condenado exatamente por este tipo de crime", revelou.
Xampoo, que estava fora da penitenciária porque teve direito a saída temporária e não retornou na data determinada, se tornando por isso e, a partir daí, foragido da justiça.
Conforme o delegado, que já fechou o inquérito, todos os indícios levam a ele que já foi indiciado e se for capturado poderá levar a polícia a identificar o terceiro participante.
Fonte: Tradição Regional
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