Sexta, 12 de junho de 2026, 13:08h
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Em Piratini, uma abordagem da guarnição de serviço da Brigada Militar, na tarde de quarta-feira (14), culminou em atrito, prisão por desacato à autoridade e confusão no Pronto Atendimento do Hospital Nossa Senhora da Conceição, no momento da realização do exame de corpo de delito em Keila da Rosa Alves Vaz, de 18 anos, moradora do bairro Vila Nova.
Sua versão dos fatos é contrária ao registro do Boletim de Ocorrência feito na Delegacia de Polícia Civil, após o episódio, onde consta que um dos policiais foi agredido física e verbalmente por Keila, que teria atacado o policial com mordidas, inclusive, em um dos braços, para evitar ser algemada, configurando, assim, conforme nota do comando local da corporação, desacato e agressão ao policial militar.
Conforme Keila, a abordagem à sua família se deu por conta de uma discussão entre ela, seu irmão, de 21 anos, e uma terceira pessoa, algumas horas antes. “Eu estava com meu filho de um ano e quatro meses, minha mãe e meu pai. Quando percebi que eles vieram na direção de meu pai, já assumi ser eu a responsável pela encrenca”, relatou.
Keila foi algemada e levada para a viatura. Ela queixa-se do laudo realizado no Pronto Atendimento, que não atestou uma lesão no pescoço e outra em um dedo do pé. “Saí de lá com um papel onde diz que eu não apresentava lesão alguma, mesmo estando com um machucado na parte de trás do pescoço”, queixa-se.
Ela procurou o Ministério Público, que a orientou registrar uma ocorrência e pedir um novo laudo médico à Polícia Civil, realizado pelo plantão do dia na unidade de saúde e que atestou a lesão no pescoço. “No laudo feito durante a ocorrência no Pronto Atendimento, onde se estabeleceu uma confusão, o médico não encontrou lesões e, por isso, o documento saiu como nada consta”, explicou o diretor da entidade, Laerto Farias.
Ao ser procurado, o comando local da corporação optou por remeter uma nota onde detalha a ocorrência. Leia a seguir:
“A Brigada Militar de Piratini vem a público esclarecer os fatos narrados no Boletim de Ocorrência 201/2018, no dia 14 de fevereiro, 15 horas, sendo: que a guarnição de serviço foi acionada por populares, pois estava ocorrendo uma briga no endereço referido, ao chegar no local encontrava-se a Srª Keila da Rosa Alves Vaz, a qual encontrava-se bastante exaltada, demonstrando agressividade contra os policiais presentes, a todo momento proferia ofensas, as quais resultaram na prisão de Keila por desacato à autoridade, resistência.
Neste momento, Keila avançou contra o policial, sendo contida, mais ainda arranhou e mordeu o braço direito do policial, sendo então imobilizada e algemada. Foi conduzida para exames médicos, não sendo constatada nenhuma lesão corporal em Keila, conforme laudo médico anexado à ocorrência. Por outro lado, o policial militar foi submetido a exame de corpo de delito, onde foi constatado lesão no braço direito, no antebraço, bíceps, e tríceps, provenientes de mordidas e arranhões, conforme laudo médico anexado junto à ocorrência. Após, a acusada foi conduzida à Delegacia de Policia de Piratini, onde foi lavrada a referida ocorrência pelos crimes de desacato, resistência e lesão corporal.
A Brigada Militar agiu de forma técnica e profissional, destacando-se a forma como os policiais se mantiveram calmos e equilibrados para atender a ocorrência, mesmo diante das ofensas proferidas. Cabe salientar que diversas pessoas idôneas da sociedade piratiniense presenciaram o fato e elogiaram a ação da Brigada Militar, utilizando-se da técnica policial, com uso moderado de força, e que controlaram a situação, sempre primando pelo respeito e educação dispensados aos cidadãos, pautando sua atuação pela legalidade”.
Carlos Ricardo Volz Muller - 1º Ten.
Comandante do 4º Pelotão da 5ª Cia - Piratini
Fonte: Tradição Regional
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