Quinta, 11 de junho de 2026, 15:15h
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Caudieli foi morta horas depois do desaparecimento e enterrada na propriedade rural da família do ex-namorado
Foi da pior forma possível o desfecho do desaparecimento da jovem Claudieli Santos, de 19 anos. O corpo da jovem foi localizado na manhã do último sábado (7), quando o ex-namorado, André Krüger Bork, de 20 anos, confessou o crime e indicou o local onde havia enterrado o corpo, na propriedade de sua família, na localidade do Boqueirão, interior de São Lourenço do Sul.
Desde o desaparecimento da jovem, no dia 17 de março, extraoficialmente, entre populares, as suspeitas recaíam no ex-namorado. Ele foi ouvido pela Polícia, mas negou qualquer relação com o desaparecimento, dizendo que há meses não tinha contato com Claudieli. Várias pessoas foram ouvidas durante as três semanas e algumas relatavam que Bork tinha sim contato com ela, inclusive à sua casa, o que fez a Polícia manter sobre ele as suspeitas.
A quebra do sigilo telefônico foi pedida e concedida pela Justiça, o que evidenciou os contatos entre os dois, inclusive antes e depois da jovem sair de casa na noite em que desapareceu. Na sexta-feira (5), após denúncias e informação da Brigada Militar, foram feitas buscas na propriedade rural da família do ex-namorado, mas não foram encontradas evidências de crime. Na manhã seguinte, Bork se apresentou na delegacia, confessou o crime e apontou o local onde enterrou o corpo da jovem que era mãe de um bebê de sete meses e estava grávida de três meses.
Na propriedade, os restos mortais foram encontrados em uma cova de cerca de um metro de profundidade, dentro de um galpão. Bork se apresentou acompanhado de dois advogados e não falou sobre as motivações para o crime, apenas confessando a autoria e dizendo ter agido sozinho. Ele foi preso em flagrante por ocultação de cadáver e foi levado para o Presídio de Pelotas. Depois de detido, a prisão foi convertida pela Justiça em preventiva por feminicídio.
Hipótese de crime premeditado
O delegado Edson Ramalho trabalha com a hipótese do crime ter sido premeditado, já que houve contato entre Bork e Claudieli, além dele ter escolhido um dia em que seus pais não estavam em casa, já que haviam viajado para Santa Maria. “Trabalhamos com a possibilidade de crime premeditado, o que é uma qualificadora, além de feminicídio e traição”, detalhou o delegado.
O resultado da necropsia no corpo ainda não foi confirmado, mas os peritos anteciparam ao delegado que a provável causa da morte tenha sido disparo de arma de fogo. No depoimento, Bork revelou que matou a jovem na madrugada de 18 de março, horas depois do sumiço da jovem. O delegado antecipa que, a princípio, o autor do crime deverá responder o processo preso, ainda que caiba pedido de habeas corpus. A Polícia continua o trabalho de investigação.
O desaparecimento
Claudiele desapareceu por volta das 20h30 do dia 17 de março, quando saiu de casa, na localidade do Boqueirão, para ir a um baile. Ela não foi vista no local da festa, nem no ônibus que pegaria para ir ao local. Não havia mais informações sobre o seu paradeiro. Logo, familiares e amigos iniciaram buscas e uma enorme campanha, principalmente na internet, na busca por informações. O desfecho do caso chocou a comunidade e revoltou não só os lourencianos, mas toda a região.
Fonte: Tradição Regional
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