Quinta, 11 de junho de 2026, 10:26h
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As sirenes, no dia 19 de abril, informaram à população da zona urbana de que a Polícia Civil estava em diligência cumprindo mandados de busca e apreensão e também de prisão. Foi a Operação Epístola, chefiada pelo delegado Rafael Vitola Brodbeck e com participação de 12 agentes da Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Captura (DEFREC), de Pelotas.
A razão foi o desfecho de uma investigação que inicialmente tinha dois personagens com papéis totalmente distintos: suspeito e testemunha. Sem dar iniciais, idades ou outros dados geralmente fornecidos, Brodbeck contou em coletiva que os fatos iniciaram quando um homem foi demitido de uma determinada empresa em Piratini. Em seguida, o empregador e outras pessoas passaram a receber cartas ameaçadoras e posteriormente mensagens de texto via celular, que também exigiam certas quantias em dinheiro, o que configura em crime ou tentativa de extorsão.
Na delegacia, a testemunha depôs e afirmou que o homem apontado como único suspeito era o autor das correspondências. Mas para os policiais algo não fazia sentido. “Ele negava ser o emissor e pelo estado emocional e psicológico que ele demonstrava para nós, a sua possível inocência”, revelou o delegado.
Foi então que o chefe da investigação, inspetor Luciano Dutra, encontrou uma letra na assinatura dos textos ameaçadores que o levou para outro a caminho e quem acusava passou a ser investigada como provável autora.
Revisando arquivos, os agentes se deparam com ocorrências de naturezas parecidas a envolvendo, o que levou ao delegado requisitar o exame grafotécnico: um comparativo de letras para saber se a escrita pertence à mesma pessoa.
Ao fazer isso, Brodbeck contou que no mesmo dia as cartas cessaram e as ameaças e exigência de quantias passaram a chegar por um celular com o número da operadora Claro, o que tornou fácil através dos mecanismos judiciais à disposição, a polícia chegar ao nome de quem pertencia o chip cadastrado. Para a surpresa da Civil, a dona do mesmo tinha parentesco com a inicial testemunha e agora uma das suspeitas dos crimes.
Com base também nisso, a polícia pediu a prisão temporária da dona do telefone, mas, durante a operação, descobriu, ao flagrar o número, que as mensagens na verdade também partiam daquela que se transformou em única suspeita. Motivo: ela possuía os dados cadastrais e pessoais da outra mulher por já ter contratado a mesma como babá de seu filho, o que viabilizou o cadastro do chip.
Tendo um segundo inocente também envolvido, o delegado requisitou junto ao magistrado a revogação da prisão de uma das mulheres devido a essa ser inocente. A verdadeira culpada e outros dois homens foram presos.
Fonte: Tradição Regional
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