Sexta, 10 de julho de 2026, 07:25h
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O local em que o corpo foi encontrado era de difĂcil acesso
A reportagem do jornal Canguçu On Line acompanhou o trágico final do desaparecimento da jovem Maiara Schellin Kohler, 20 anos. O corpo dela foi encontrado na noite desta terça-feira (10) em um matagal na localidade do Rincão dos Maias, 1º Distrito, quase na divisa com o 7º Distrito de Pelotas.
Para se chegar ao local, é preciso deixar a BR-392 e andar cerca de 15 quilômetros em uma estrada cheia de curvas e muito estreita. O local onde estava o corpo de Maiara é um barranco de difícil acesso, cercado de mata nativa, o que dificultou o acesso da Polícia Civil e do Instituto Geral de Perícia (IGP).
O corpo estava ao lado de uma sanga rasa, em um desnível de aproximadamente 20 metros de altura. A descoberta foi feita pelo dono da propriedade, por volta das 13h, quando desconfiou dos latidos do cachorro.
- Trabalhávamos com a possibilidade de desaparecimento, pois tínhamos esperança de encontrá-la. A partir de agora, a investigação muda de rumo e vamos atrás de informações sobre o homicídio - disse a delegada Paula Vieira ao jornal Canguçu On Line, logo após os familiares reconhecerem o corpo.
O corpo foi reconhecido por um tio às 20h15, na Funerária Santo Antônio. Não há marcas de ferimentos ou agressões, apenas uma pequena lesão no rosto, o que pode indicar a suspeita de morte por estrangulamento. Do outro lado da estrada onde o crime foi cometido, a Perícia encontrou um rabicó de cabelo e brincos, que possivelmente são da vítima.
Os passos de Maiara até o desaparecimento
De acordo com Néco Volz, proprietário da Padaria Frishtick, a vítima trabalhava há dois meses na filial da Avenida 20 de Setembro. No sábado (7), ela trabalhou até às 19h30, pois havia pedido para sair 30 minutos antes de fechar o estabelecimento. O motivo era tentar conseguir uma carona para a localidade da Florida, no 2º Distrito, onde moram os pais. Naquela noite, aconteceu um baile no salão da família Kohler.
Para pegar alguns pertences antes de viajar, Maiara teria passado no apartamento onde morava com um senhor de idade. O local fica no cruzamento das ruas General Câmara e André Puente, na rua dos camelôs.
"Ela ligou para o pai durante o dia (no sábado) e pediu que a buscasse depois do trabalho para ir para casa. Como a família organizava um baile que aconteceria à noite, ele disse que tinha muito trabalho e que, talvez, não conseguiria buscá-la" conta o empresário.
O pai, Claudiomar Kohler, desconfiou da falta de notícias sobre a filha e viajou na madrugada de segunda-feira (9) até a cidade. Eram 7h, quando ele aguardava a chegada da filha em frente à padaria. Passadas três horas de espera, a família decidiu denunciar o desaparecimento à Polícia Civil, que iniciou a investigação.
O ex-namorado da vítima, que mora em Pelotas, será chamado para prestar depoimento. A Polícia Civil trabalha com as hipóteses da vítima ter sido morta em outro local e levada até o matagal para ser escondida, uma vez que não há sinais preliminares de luta corporal.
A informação de que ela teria sido flagrada pelas câmeras de segurança da cooperativa Sicredi na segunda-feira (9) chegou à Polícia.
Qualquer informação sobre o desaparecimento e a morte de Maiara Schellin Kohler deve ser passada à Polícia Civil, pelo telefone (53) 3252-3586.
"A população pode ajudar de forma decisiva para o esclarecimento do caso. Garantimos o sigilo absoluto destas informações", pede a delegada.
O jornal Canguçu On Line segue acompanhando o caso. Aguarde mais informações.
Fonte: Assessoria de Imprensa
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