Sexta, 10 de julho de 2026, 01:48h
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Em assembleia, policiais rodoviários federais aprovaram paralisação, mas devem manter 30% do efetivo
A partir de quinta-feira, motoristas que viajarem pelas estradas federais no Estado vão experimentar os efeitos de uma greve deflagrada pelos Policiais Rodoviários Federais. Protestos devem paralisar rodovias e prejudicar milhares de usuários de BRs.
Os detalhes das manifestações são estudados pelos policiais. Mas após assembleia, realizada nesta segunda-feira à tarde, foram anunciadas operações padrões (fiscalização minuciosa em todos os veículos, em locais ainda não definidos) e suspensão da pesagem, da aplicação de multas e do uso de radar. Não será realizado serviço burocrático e apenas acidentes com lesão receberão atendimento. Servidores com cargo de chefia prometem colocar suas funções à disposição.
— As demais manifestações ainda são estudadas pela federação nacional. A greve vai começar dentro de 72 horas (no final da tarde de quinta-feira) — explicou Francisco Dalla Vale von Kassel, presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no RS.
Devem ocorrer dois tipos extremos de protestos. De um lado, patrulheiros ameaçam deixar de atender ocorrências leves (as mais comuns, que provocam lentidão no trânsito) e reduzir policiamento ostensivo. De outro, são esperadas fiscalizações rigorosas em carros de passeio, ônibus e caminhões em pontos estratégicos de estradas movimentadas como Pelotas-Porto Alegre (BR-116), Uruguaiana-Capital (BR-290) e Canoas-Iraí (BR-386).
Como se trata de serviço essencial, pelo menos 30% do efetivo será mantido, conforme prevê a legislação. A promessa é de que permaneçam ativados os 39 postos da PRF.
Conforme representantes do sindicato, é a primeira vez em 84 anos de existência que a corporação decide por uma greve nacional. Até o final da noite desta segunda-feira, a federação nacional da categoria não dispunha de levantamento completo sobre a posição de todos os Estados, mas a estimativa era de que a maioria havia aprovado a paralisação. Em Porto Alegre, pelo menos duas dezenas dos 160 presentes na assembleia apresentaram-se fardados.
Segundo o assessor de Comunicação Social da PRF, Alessandro Castro, a orientação da superintendência é de que servidores deveriam negociar com seus chefes para que repartições não ficassem desguarnecidas. ZH ligou para os postos da PRF durante a assembleia. Em Gravataí, ninguém atendeu às 15h12min, 15h29min e 15h36min. O mesmo ocorreu em São Leopoldo às 13h29min — mais tarde, um policial informou que o expediente era normal.
A greve decretada nesta segunda-feira deve causar transtornos nas vias federais:
O que foi decidido
- Policiais Rodoviários Federais decidiram entrar em greve a partir da tarde de quinta-feira.
Por que a greve
- A categoria reivindica a contratação de novos policiais (no Estado, há 685 policiais ante efetivo previsto de 1.576), reposição das perdas da inflação (de acordo com a categoria, o último reajuste ocorreu em 2010) e reconhecimento do nível superior para o cargo de Policial Rodoviário Federal.
O que vai acontecer:
Quarta-feira
- Pela manhã, chefes grevistas devem entregar os cargos em um ato simbólico na superintendência da PRF, na Avenida A.J. Renner, 2.701.
A partir de quinta-feira
- Operações padrões no Estado (fiscalização minuciosa em todos os veículos, em locais ainda não definidos).
- Suspensos a pesagem, a aplicação de multas e o uso de radar.
- Acidentes com lesões serão atendidos normalmente.
- Não será realizado serviço burocrático (fornecimento de boletins de acidente, recursos de multas).
- Não está claro ainda como os policiais vão proceder em acidentes sem vítimas.
O que a PRF recomenda
- Conforme assessoria de comunicação da PRF, o órgão deve se manifestar nesta terça-feira orientando motoristas e usuários de BRs a proceder em relação a acidentes sem lesão, recursos de multas e boletins de ocorrência.
Fonte: Zero Hora
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