Sexta, 10 de julho de 2026, 01:26h
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Pais e filho da vĂtima conduziram a caminhada silenciosa
A silenciosa caminhada organizada pela família Schellin Kohler na tarde de segunda-feira (13) mobilizou a comunidade canguçuense. O silêncio só era quebrado pelo barulho dos comerciantes fechando as portas, um gesto de solidariedade ao pedido de resposta da Justiça para a morte de Maiara, ocorrida há mais de um mês. O pai e a mãe, irmãos e o filho da jovem conduziam a passeata que partiu da Padaria Frischtick, na Avenida 20 de Setembro, onde ela foi vista pela última vez, até o Fórum.
O filho Wésley, de dois anos e meio, tem sido o consolo da família para enfrentar a realidade. “Se não fosse ele (o menino), estaria sendo muito pior para nós. Estamos muito apegados. Quando a Maiara estava na cidade, a gente dizia que ela estava comprando roupas bonitas para ele. Agora, ele pergunta onde está a mãe e temos que explicar que o papai do céu a levou”, conta Claudiomar, o avô do menino. Maiara nasceu e cresceu na Florida, 2º Distrito. Morou na cidade cerca de quatro meses, até desaparecer na noite de 7 de julho e ser encontrada morta três dias depois, provavelmente por estrangulamento, conforme apontou a perícia inicial.
Claudiomar, pai da vítima, pode passar despercebido pela rua. O agricultor de porte alto anda cabisbaixo atrás de informações sobre a investigação, ora na Polícia Civil, ora na Promotoria de Justiça, onde esteve na manhã de terça-feira (14). A barba no rosto tem um motivo especial. “É uma promessa. Não vou fazer a barba enquanto não for presa a pessoa que matou a minha filha”, garante.
O andamento da investigação
A Polícia Civil trabalha com o nome de um principal suspeito pela morte de Maiara Kohler. A Justiça, no entanto, exige mais provas para decretar a prisão, seja ela temporária ou preventiva. Informações imprecisas nos depoimentos de amigos próximos da vítima impedem o melhor andamento da investigação. O inquérito policial já ultrapassa 100 páginas. Mais de 30 pessoas já foram ouvidas, embora a grande maioria delas afirme que teve contato com a vítima somente dias antes do desaparecimento, ocorrido em 7 de julho.
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