Quinta, 09 de julho de 2026, 21:45h
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Como não possui curso superior completo, jovem não terá direito a cela especial
A Polícia Civil de Canguçu cumpriu mandado de prisão preventiva no final da tarde de terça-feira (4). A ação expedida pelo Poder Judiciário ocorreu no bairro Triângulo, na casa de Bernardo Bubolz Böhm, 19 anos. O estudante do curso de Engenharia de Petróleo da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) é suspeito de ter matado Maiara Köhler por estrangulamento na noite de 7 de julho.
Sem mostrar reação, o jovem estava acompanhado do advogado da família e do pai, o também advogado Arivando Böhm. Por volta das 17h30, ele foi encaminhado ao Presídio Estadual de Canguçu, onde permanecerá por tempo indeterminado. Como não possui curso superior completo, não terá direito a cela especial.
Durante os quase dois meses de investigação, Bernardo foi ouvido duas vezes pela Polícia Civil. Em ambas oportunidades ele negou o crime, que teria sido cometido com fios entrelaçados no pescoço da vítima.
O caso
O corpo de Maiara foi encontrado em um matagal na localidade do Rincão dos Maias em 10 de julho, três dias depois de ela ter sido vista pela última vez – quando deixou a padaria onde trabalhava, no centro de Canguçu, para ir até a casa da família, interior do município. A jovem foi morta por estrangulamento.
Investigação aponta que “denunciado e vítima tinham visões diversas do relacionamento”
Um dia antes da prisão realizada pela Polícia Civil, a Promotora de Justiça Camile Balzano de Mattos apontou o estudante Bernardo Bubolz Böhm, de 19 anos, como autor do homicídio doloso por motivo torpe da jovem que foi asfixiada e estrangulada. Após, ele teria ocultado o cadáver. A denúncia foi oferecida à Justiça de Canguçu. A jovem Maiara Schellin Köhler, 20 anos, foi morta na noite de 7 de julho, por estrangulamento. Para o crime, foram usados fios entrelaçados ao pescoço dela. O corpo foi encontrado somente três dias depois, em um matagal na localidade do Rincão dos Maias, 1º Distrito.
Quem é o acusado
Bernardo é estudante do curso de Engenharia de Petróleo da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Ele é o mais novo dos três filhos da psicóloga e ex-vereadora Eloína Bubolz Böhm. Eloína foi eleita vereadora no ano de 2000, e concorre a uma vaga no Poder Legislativo nas eleições deste ano. A repercussão negativa do caso envolvendo o filho pode levar a candidata a deixar da disputa.
O relacionamento
Bernardo Bubolz Böhm e Maiara Schellin Köhler encontravam-se eventualmente. No entanto, o denunciado e a vítima tinham visões diversas do relacionamento. Enquanto Bernardo via Maiara como mero passatempo, ela queria casar-se com ele. Entre 19h30min e 21h do dia 7 de julho, em meio a um encontro, a jovem disse que estava grávida para que assumissem publicamente, inclusive para as respectivas famílias, o relacionamento que mantinham. Revoltado com a pressão que sofria, Bernardo investiu contra a garota, matando-a por estrangulamento.
Depois, o denunciado carregou o corpo da vítima em um automóvel não identificado na investigação policial e o levou até um matagal de propriedade de familiares, na localidade de Rincão dos Maias, onde existe um caminho de difícil acesso, com mata fechada e acentuado declive do terreno, que conduz até um pequeno córrego. Lá, foi depositado o cadáver, ocultado por uma pedra.
Falso álibi
No dia em que foi morta, a jovem disse para várias pessoas que, depois do expediente, iria se encontrar com o rapaz. Já Bernardo afirmou à autoridade policial que, por volta do horário do crime, estava com diversos amigos em uma confraternização. Apesar disso, relatórios da quebra de sigilo telefônico apontam a presença do denunciado na região onde foi ocultado o corpo da vítima, às 20h57min do dia 7 de julho, dia e horário compatíveis com o horário provável dos crimes.
Com informações do site do Ministério Público do Rio Grande do Sul
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