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13-12-2012

Policial de 74 anos que foi agredido com pauladas morre na UTI


Foto: Divulgação Emílio de Moura Bichet passou o aniversário internado em estado grave e não resistiu

Morreu na madrugada desta quarta-feira (12) o policial militar aposentado que foi agredido com pauladas e tijoladas na cabeça na tarde de segunda, na frente da casa onde morava, no bairro Uruguai.

Emílio de Moura Bichet, que completou 74 anos na terça, estava internado em estado grave na UTI do Hospital São Francisco de Paula, em Pelotas. As pancadas resultaram em um traumatismo craniano, agravado por uma hemorragia e ele não resistiu.

A família aguarda a chegada do corpo do Instituto Médico Legal (IML). A partir das 13h, o corpo será velado na capela A do Cemitério Municipal. O sepultamento está marcado para as 19h30, no Cemitério dos Rosas, na localidade da Picada dos Rosas, 1º Distrito.

Polícia prende suspeito
A Polícia Civil prendeu na noite de terça-feira (11) o homem acusado de matar o cabo Bichet. O mandado de prisão preventiva contra G.N.M., 30 anos, foi cumprido por volta das 22h30. O agressor estava na casa dos pais, que fica próxima do cruzamento das ruas Gentil Silveira com Fernando Ferrari (Freeway), no bairro Prado.

A delegada Paula Vieira liderou a equipe de oito policiais que efetuaram a prisão e encaminharam o homem ao Presídio Estadual de Canguçu no final da noite. De acordo com a Polícia Civil, o primeiro pedido de prisão preventiva de G.N.M. havia sido feito em setembro, mas foi negado pela Justiça.

Família do policial contava com medidas protetivas da Justiça
A concessão de medida protetiva pela Justiça de Canguçu a três pessoas da mesma família não foi suficiente para manter o policial, a mulher e a enteada em segurança. Na tarde de segunda-feira (10), o cabo Bichet foi agredido com pauladas e tijoladas na cabeça pelo ex-companheiro de uma das enteadas.

A agressão foi cometida na rua General Paranhos, no bairro Uruguai. O homem identificado pela Polícia como G.N.M., 30 anos, cometeu o crime em frente á casa do policial aposentado há mais de 20 anos da corporação.

Na manhã de terça, horas antes da prisão do acusado, Eliane Vergara conversou com Canguçu On Line. Ela é uma das três enteadas de Bichet e revelou que, há uma semana, a irmã Sandra pôs fim à união mantida com o agressor, com quem tem uma filha de três anos. O rompimento foi motivado por uma série de agressões sofridas.

G.N.M., no entanto, não aceitava o fim da relação. Assustada, a família pediu ajuda na Justiça.

- A Justiça concedeu uma medida protetiva que obriga ele (o ex-cunhado) a manter uma distância de 100 metros dos meus pais. Eu também conto com uma medida protetiva desde maio deste ano, em que ele deve manter distância de 30 metros – conta Eliane.

O direito à proteção, no entanto, não impediu G.N.M. de vigiar a rotina da família no sábado e no domingo, na casa que fica no cruzamento das ruas General Paranhos e Conde de Porto Alegre, onde a sua ex-companheira foi se abrigar depois da separação. Na segunda-feira, ele voltou e cometeu a agressão.

Eliane mostra indignação pela atuação dos órgãos de segurança em um crime considerado premeditado.

- Nos três dias, telefonei para a Brigada Militar e disse que tínhamos uma medida protetiva. Na segunda-feira, liguei às 14h30, mas os policiais chegaram uma hora depois. Foi tarde demais – desabafa.

A Brigada Militar, por sua vez, justificou a demora no atendimento pelo fato de ter à disposição uma única viatura no momento, além do pequeno efetivo de policiais para atender ocorrências na cidade e interior.

A situação de impotência diante de tantas tentativas faz Eliane encher os olhos de lágrimas quando lembra do que aconteceu com o padrasto.

- Minhas filhas gêmeas de quatro anos de idade, e minha sobrinha de três anos, que é filha do agressor, viram o avô depois de ser agredido. Foi uma situação horrível – recorda.
 
Segunda ameaça contra policial militar na mesma semana
Na sexta-feira (7), às 18h, um policial militar foi ameaçado na rua Silva Tavares, próximo da distribuidora Pacheco Gás.

A vítima relatou que estava de folga com a família quando foi ameaçado de morte por J.B.P. O motivo seria a prisão do pai do agressor, que responderá por ameaça em audiência no Juizado Especial Criminal.



Fonte: Canguçu Online



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