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Seis testemunhas foram ouvidas na tarde de terça-feira (09) na primeira audiência sobre o crime brutal contra Leonardo Chagas Bretanha, 37 anos, vítima de latrocínio na noite de 14 de novembro de 2012. Os acusados são A.G.A.V., 20 anos, A.P.R., 22 anos, e a uruguaia V.E.M.V., 23 anos, que continuam presos em Pelotas.
O ato presidido pelo juiz Fernando Alberto Côrrea Henning foi realizado no Fórum de Jaguarão e teve a presença da promotora de justiça Márcia Fonseca, do advogado da ré, Laureano Al Alam Neto e da defensora pública Paula Albuquerque, que representou os dois réus. Conforme informado ao juiz no início da audiência a advogada de A.G.A.V não compareceu a pedido do próprio réu.
Entre as testemunhas ouvidas estavam policiais que atenderam a ocorrência e pessoas que passaram em horário próximo ao local do crime. Nos depoimentos, mais de uma testemunha afirmou ter visto dois homens próximos a porta da residência da vítima, inclusive em um dos momentos conversando com Bretanha. Apenas uma das testemunhas levantou a afirmação da possibilidade de uma terceira pessoal no local, já que teria ouvido discussões vindas de dentro da residência, porém não soube distinguir se eram vozes feminina ou masculina.
Ao final das oitivas, o juiz dispensou o público que acompanhou o ato e deu prosseguimento com a identificação dos réus por algumas testemunhas. Neste momento Valéria não participou, já que nenhuma das testemunhas apontou ter visto alguma mulher. Na quinta-feira (11), em Pelotas, foi realizada mais uma audiência sobre o caso, com novas testemunhas. De acordo com o juiz após todas as provas serem colhidas será marcada uma nova audiência onde os réus serão interrogados. O crime que chocou a comunidade jaguarense segue tendo repercussão e amigos e familiares continuam cobrando justiça das autoridades.
Relembre o caso
No final da noite de quarta-feira , 14 de novembro de 2012, véspera de feriado, os bombeiros foram chamados para atender a ocorrência de incêndio em uma residência na Avenida Bento Gonçalves. Ao chegarem ao local, encontraram na sala o corpo carbonizado de Leonardo Chagas Bretanha. Após perícia foi constatado que a vítima havia sido degolada. A Brigada Militar e Polícia Civil foram acionadas e durante inspeção notaram que o carro da vítima havia sido levado. Testemunhas informaram ter visto o veículo sair em alta velocidade em direção a BR 116.
Em contato com a concessionária da rodovia foi apurado que o carro havia cruzado em direção a Pelotas, e através desta ação conjunta, a Brigada Militar de Pelotas foi acionada e passou a perseguir os suspeitos, que foram abordados na Av. Duque de Caxias, no bairro Fragata. Presos em flagrante com o carro, documentos, dinheiro e outros pertences da vítima, Adílson, Ariel e Valéria foram encaminhados ao Presídio Regional de Pelotas.
17-04-2013 - 17h00min
Carlos Bretanha Porto, de Pelotas-RS, disse:
Espero que a justiça prevaleça nesse caso, os criminosos que cometeram essa brutalidade devem pagar. Em nome de toda a nossa familia eu peço...Justiça...justiça e justiça...perdi mais que um primo..perdi um irmão..um amigo...não quero perder a fé na justiça..que ela seja feita!!!
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